Artrose no joelho cresce com envelhecimento e busca por tratamentos menos invasivos

Diagnóstico precoce e terapias conservadoras são essenciais para manter a mobilidade

O envelhecimento da população brasileira tem refletido diretamente no aumento dos casos de artrose no joelho, especialmente entre as mulheres. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a artrose afeta cerca de 18% das mulheres acima dos 60 anos, sendo uma das principais causas de dor crônica e limitação funcional. Além do envelhecimento, fatores como obesidade, lesões anteriores e hábitos de vida contribuem para o desgaste progressivo da cartilagem que reveste as articulações.

O ortopedista Thales Rama destaca que a artrose não deve ser encarada como algo normal do envelhecimento: “A artrose resulta de um processo acumulativo de biomecânica e hábitos”. Ele explica que a doença não surge de um dia para o outro e que é comum que pacientes acima dos 40 anos associem a dor no joelho apenas ao envelhecimento natural, o que pode atrasar a busca por avaliação especializada. “Muitos normalizam a dor e procuram ajuda quando já existe limitação importante da mobilidade”, alerta.

O impacto da artrose vai além da dor. A limitação funcional pode comprometer atividades simples do dia a dia, como subir escadas, caminhar longas distâncias ou permanecer em pé por períodos prolongados. No Brasil, o crescimento da obesidade, que já atinge mais de 20% da população adulta, também acelera o desgaste da cartilagem devido à sobrecarga nas articulações.

Apesar de ser uma condição crônica, a artrose não indica cirurgia imediata. O tratamento inicial é conservador e envolve fortalecimento muscular, ajuste da carga nas atividades, reeducação dos movimentos e controle do peso corporal. Nos últimos anos, tem aumentado a procura por terapias minimamente invasivas, como infiltrações com ácido hialurônico, corticoide e plasma rico em plaquetas (PRP). Essas técnicas auxiliam no controle da dor e na melhora funcional quando indicadas corretamente.

O especialista reforça que “o joelho não precisa parar aos 50 anos”, ressaltando que o diagnóstico precoce e a intervenção adequada são fundamentais para controlar a evolução da artrose. Entre os sinais de alerta estão dor ao subir ou descer escadas, rigidez após repouso, inchaço recorrente e sensação de crepitação associada à dor.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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