Rim lidera transplantes no Brasil por doenças crônicas como diabetes e hipertensão
Saiba quais condições causam falência renal e como funciona a fila de transplantes no país
O rim é o órgão que lidera a fila de transplantes no Brasil, com cerca de 40 mil a 42 mil pessoas aguardando um novo órgão pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Essa alta demanda está diretamente relacionada ao aumento de doenças crônicas, principalmente a hipertensão arterial e o diabetes, que são as principais causas da falência renal. Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 180 mil brasileiros dependem de terapias renais substitutivas, como hemodiálise e diálise peritoneal, sendo que 92% realizam hemodiálise para substituir a função dos rins.
Um dos desafios no diagnóstico da doença renal crônica é que ela costuma evoluir silenciosamente, sem sintomas evidentes, como dor, que normalmente leva as pessoas a buscar atendimento médico. Muitas vezes, o diagnóstico só ocorre quando os rins já perderam grande parte da função. Alexandre Bignelli, médico nefrologista e coordenador do Serviço de Transplantes Renais do Hospital Universitário Cajuru, explica que o transplante é indicado quando o paciente chega ao estágio 5 da doença renal crônica, quando os rins filtram menos de 15% da capacidade normal.
A doença renal crônica é mais frequente em pessoas mais velhas, com cerca de um terço da população idosa brasileira apresentando algum estágio da doença. Além da hipertensão e do diabetes, outras condições podem levar à falência renal, como glomerulonefrites, doenças hereditárias como a renal policística, problemas que dificultam a saída da urina, e o uso indiscriminado de anti-inflamatórios não esteroides sem orientação médica.
A fila de transplantes renais é organizada por estado e segue critérios rigorosos, como tipo sanguíneo, compatibilidade imunológica, sistema HLA e tempo de inscrição. Crianças, adolescentes e pacientes críticos sem acesso à diálise têm prioridade. O transplante é considerado o melhor tratamento para a insuficiência renal, pois além de aumentar a sobrevida, promove uma reabilitação significativa do paciente. Importante destacar que não é necessário estar em diálise para entrar na fila; pacientes com função renal abaixo de 10% já podem ser incluídos.
Para prevenir a progressão da insuficiência renal, é fundamental manter o controle do peso, praticar atividades físicas, reduzir o consumo de sal e açúcar e evitar a automedicação. A realização periódica do exame de creatinina é essencial para monitorar a função renal, especialmente para quem tem fatores de risco. O nefrologista Alexandre Bignelli reforça que uma conversa em família sobre a doação de órgãos pode aumentar o número de doações e transformar o luto em uma nova chance de vida para quem aguarda na fila.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



