Queda de temperatura e dias curtos afetam saúde mental no outono

Entenda como a mudança de estação influencia humor, sono e disposição

Com a chegada do outono, as temperaturas começam a cair e os dias ficam mais curtos, trazendo mudanças que vão além do clima. Essas alterações podem influenciar diretamente a saúde mental, afetando o humor, a disposição e a qualidade do sono. Segundo a psiquiatra Bianca Bolonhezi, o processo de adaptação do organismo a essas mudanças já inicia no início da estação, e algumas pessoas podem perceber variações emocionais e comportamentais nesse período.

Bianca explica que “as mudanças de estação afetam o funcionamento do nosso relógio biológico”. Com menos horas de luz natural e temperaturas mais baixas, o corpo precisa se ajustar, o que pode interferir no humor e na energia diária. Muitas pessoas relatam aumento da ansiedade, sensação de cansaço e dificuldade para dormir, sintomas que refletem essas adaptações.

Um dos fatores que contribuem para essas alterações é a redução da exposição à luz natural, que impacta a produção de neurotransmissores importantes para o bem-estar, como a serotonina e a melatonina. “Quando há redução da exposição à luz natural, o organismo pode sofrer pequenas alterações nesses sistemas de regulação, o que pode refletir em mudanças de humor ou na sensação de energia ao longo do dia”, afirma a especialista.

Além disso, o clima mais frio e os dias mais curtos também interferem no ritmo circadiano, o relógio interno responsável por controlar o ciclo de sono e vigília. É comum que, nesse período, as pessoas tenham dificuldade para adormecer, sintam que o sono não é reparador ou apresentem maior sonolência durante o dia. “A qualidade do sono está diretamente ligada à exposição à luz, à rotina e aos hábitos diários. Quando essas variáveis mudam, o cérebro pode levar algum tempo para se ajustar”, complementa Bianca Bolonhezi.

Para preservar a saúde mental durante o outono, a psiquiatra recomenda alguns cuidados práticos: manter horários regulares para dormir e acordar, buscar exposição à luz natural durante o dia, praticar atividade física regularmente, evitar o excesso de telas antes de dormir e manter uma rotina equilibrada entre trabalho, descanso e lazer.

Por fim, Bianca reforça a importância de atenção aos sintomas mais intensos. “As mudanças sazonais podem gerar desconfortos leves em algumas pessoas, mas quando os sintomas se tornam persistentes ou interferem na qualidade de vida, o acompanhamento profissional pode ajudar a identificar a causa e orientar o tratamento adequado.”

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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