Casos de câncer renal podem crescer 80% até 2050 no Brasil e América Latina

Incidência silenciosa do tumor preocupa especialistas; diagnóstico precoce é fundamental

O câncer renal, conhecido por sua evolução silenciosa, deve apresentar um aumento significativo nos próximos anos na América Latina e no Brasil. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência da doença pode crescer cerca de 79,8% na América Latina até 2050, com o Brasil acompanhando essa tendência, projetando um aumento de 79,5% no mesmo período. Atualmente, mais de 434 mil novos casos são diagnosticados anualmente no mundo.

Esse tipo de tumor representa aproximadamente 3% das neoplasias malignas em adultos e é frequentemente descoberto de forma incidental, durante exames de imagem realizados por outros motivos, como ultrassonografia abdominal. A ausência de sintomas específicos nas fases iniciais contribui para diagnósticos tardios, o que torna a vigilância clínica ainda mais importante.

O oncologista Artur Ferreira, da Oncoclínicas, explica que “é mesmo comum que o carcinoma de rim seja descoberto acidentalmente, durante a realização de um exame de rotina ou por outra causa. A boa notícia é que em muitas dessas ocasiões ele ainda está em estágio inicial, localizado exclusivamente no rim, situação na qual são maiores as taxas de cura.” Ele destaca ainda que o câncer renal ocorre mais frequentemente entre os 50 e 70 anos e é duas vezes mais comum em homens do que em mulheres.

Dados da International Agency for Research on Cancer indicam que, em 2020, cerca de 271 mil homens e 160 mil mulheres foram diagnosticados com câncer renal. No Brasil, cerca de 75% dos tumores renais correspondem ao câncer renal de células claras, conforme o Ministério da Saúde. Entre as crianças, o tipo mais frequente é o Tumor de Wilms, que ocorre principalmente antes dos 6 anos de idade.

Quanto aos sinais de alerta, o oncologista ressalta que a tríade clássica do câncer renal — dor no flanco, sangramento urinário e massa abdominal palpável — ocorre em até 9% dos pacientes, geralmente indicando doença localmente avançada. A dor pode surgir isoladamente e o sangramento urinário pode se manifestar em diferentes tonalidades, como urina com coloração rosa ou vermelho vivo.

Os principais fatores de risco para o câncer renal incluem idade avançada, tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, insuficiência renal crônica e algumas síndromes hereditárias. “Embora alguns desses fatores sejam não modificáveis, muitos são evitáveis. Por exemplo: é desejável não fumar, adotar hábitos de vida saudáveis e seguir uma dieta equilibrada, além de ter um bom controle da pressão arterial. Portanto, mexa-se! Pratique atividades físicas e fique de olho em sua alimentação e seus comportamentos”, orienta Artur Ferreira.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 70 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar