Câncer de intestino em jovens: quando começar a se preocupar?

Março Azul-Marinho alerta para o aumento dos casos de câncer colorretal em pessoas abaixo dos 40 anos

Março é o mês dedicado à conscientização do câncer colorretal, conhecido como Março Azul-Marinho, e traz um alerta importante para a população, especialmente para os mais jovens. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de intestino deve alcançar cerca de 54 mil novos casos por ano no Brasil até 2028, mantendo-se como a segunda neoplasia mais comum entre homens e mulheres, excluindo câncer de pele não melanoma.

O cirurgião do aparelho digestivo Dr. Lucas Nacif, membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD) e da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), destaca que o aumento dos casos entre pessoas com menos de 40 anos é motivo de atenção. “Estamos diante de uma doença que, na maioria dos casos, poderia ser identificada precocemente. O câncer colorretal costuma se desenvolver a partir de pólipos, lesões benignas que, ao longo dos anos, podem sofrer transformação maligna”, explica.

Tradicionalmente, o câncer colorretal era associado a pessoas acima dos 60 anos, mas a incidência em adultos mais jovens tem crescido. Nos Estados Unidos, por exemplo, a idade para início do rastreamento foi reduzida de 50 para 45 anos devido a esse aumento. No Brasil, fatores como alimentação rica em ultraprocessados, baixo consumo de fibras, sedentarismo, obesidade e consumo frequente de álcool contribuem para processos inflamatórios que favorecem o surgimento da doença.

Dr. Nacif alerta para a importância de não subestimar sintomas como sangue nas fezes, alteração persistente do hábito intestinal, distensão abdominal, anemia sem causa aparente e perda de peso involuntária. “Idade não pode mais ser usada como critério isolado para afastar investigação. Se há sintoma persistente, é preciso avaliar. Temos observado casos em pacientes na faixa dos 30 e 40 anos que chegam ao consultório já em estágios mais avançados.”

A colonoscopia é o exame padrão ouro para rastreamento e diagnóstico, permitindo identificar tumores em fases iniciais e remover pólipos antes que se tornem malignos. Quando detectado precocemente, o câncer colorretal apresenta taxas de sobrevida em cinco anos superiores a 90%. Em estágios avançados, o tratamento é mais complexo e impacta a qualidade de vida.

Com a projeção de aumento de 21% nos casos entre 2030 e 2040, o Março Azul-Marinho reforça que a prevenção deve ser contínua e não pontual. “O câncer colorretal é, em grande parte, prevenível e tratável quando diagnosticado cedo. A questão não é apenas tratar melhor, mas diagnosticar antes”, conclui o especialista.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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