Avanço feminino em cursos de IA Generativa cresce no Brasil em 2025
Mulheres ampliam participação e destacam-se em habilidades técnicas e pensamento crítico
O relatório “One Year Later: The Gender Gap in GenAI”, divulgado pela Coursera, aponta um avanço da participação feminina em cursos de Inteligência Artificial (IA) Generativa no Brasil e na América Latina. Segundo o estudo, a presença de mulheres nas matrículas globais cresceu de 32% para 36% no último ano, refletindo uma tendência positiva no engajamento feminino em áreas técnicas da economia digital.
No Brasil, a participação feminina em cursos de IA Generativa aumentou 1,7 ponto percentual entre 2024 e 2025, alcançando 29% das matrículas. Embora esse crescimento seja relevante, a lacuna de gênero ainda persiste, indicando que as mulheres continuam sub-representadas em competências técnicas estratégicas. Na América Latina, as matrículas femininas dobraram no mesmo período, sinalizando um movimento mais amplo de inclusão.
A pesquisadora Dra. Alexandra Urban, autora do relatório e líder em Ciências da Aprendizagem da Coursera, destaca que “a IA Generativa vai acelerar a economia global e transformar o mundo do trabalho, com estimativas sugerindo que pode aumentar a riqueza mundial em até US$ 22,3 trilhões até 2030”. Ela ressalta que, apesar do dinamismo da economia digital brasileira, as mulheres ainda representam uma parcela menor nas matrículas em IA.
Outro ponto importante do relatório é a maior persistência das mulheres nos cursos de IA Generativa. Globalmente, as alunas têm 1,5 vez mais probabilidade de concluir os cursos após a matrícula, o que indica que a principal barreira está no acesso inicial, e não no desempenho ou capacidade de aprendizado. Para o Brasil, isso representa uma oportunidade para ampliar o pipeline de talentos femininos na área.
Além das habilidades técnicas, o relatório destaca o crescimento do interesse feminino em competências humanas essenciais, como o pensamento crítico. No Brasil, as mulheres representam 46,8% das matrículas em cursos dessa área, superando a média global de 42%. Essa combinação entre habilidades técnicas e analíticas é vista como fundamental para a supervisão e o julgamento humano necessários na implementação da IA.
Entre os cursos com maior participação feminina estão: Generative AI Content Creation (Adobe) com 49% de matrículas femininas, AI in Education: Leveraging ChatGPT for Teaching (Wharton & OpenAI) com 48,8%, e Excel and Copilot Fundamentals (Microsoft) com 45,2%. O relatório sugere que cursos que apresentam a IA Generativa como ferramenta prática para produtividade atraem mais mulheres.
Para ampliar ainda mais a participação feminina, o estudo recomenda desenvolver cursos introdutórios focados em aplicações práticas, promover representatividade e pedagogia inclusiva, ampliar o acesso por meio de políticas públicas e parcerias, incentivar modelos de referência femininos e combinar habilidades técnicas com competências humanas duráveis.
O relatório completo “One Year Later: The Gender Gap in GenAI” está disponível no site da Coursera. O conteúdo deste texto foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



