Consumismo emocional: 49% dos brasileiros compram por impulso online
Entenda os gatilhos emocionais e estratégias para um consumo mais consciente na internet
A Semana do Consumidor de 2026 destaca um fenômeno crescente no comércio eletrônico brasileiro: o consumo emocional. Segundo pesquisa da CNDL e do SPC Brasil, 62% dos brasileiros realizam compras não planejadas pela internet, e 49% admitem que o impulso é motivado por gatilhos emocionais, como a busca por recompensa ou pertencimento.
Esse comportamento é impulsionado por estímulos comuns no e-commerce, como promoções relâmpago (54%) e frete grátis (45%), que geram uma sensação urgente de “eu mereço” ou tentam preencher sentimentos de tédio, estresse e solidão. No entanto, o alívio proporcionado pela compra é temporário, enquanto as consequências financeiras podem durar meses. A pesquisa aponta que 40% dos entrevistados já gastaram mais do que podiam online, e 35% contraíram dívidas ou atrasaram contas essenciais por esses gastos.
Thaíne Clemente, executiva da Simplic, fintech especializada em crédito pessoal, explica que “o alívio do novo produto dura horas, enquanto a fatura do cartão fica por meses. Por isso a importância em se entender que o dinheiro é um recurso finito, usá-lo para regular emoções não trata a causa”.
Para evitar o ciclo do consumo emocional, especialistas recomendam estratégias práticas. Uma delas é a regra das 24 horas: ao sentir o impulso de comprar algo não planejado, esperar um dia inteiro antes de decidir. Esse intervalo ajuda a romper a urgência criada pelo marketing digital e permite avaliar se a compra é realmente necessária e compatível com o orçamento.
Outra ferramenta importante é o diário financeiro-emocional, que consiste em anotar não só os gastos, mas também as emoções que motivaram a compra. “O hábito de escrever o que te gerou o impulso ajuda a entender seu comportamento emocional, revelando os gatilhos pessoais e permitindo que você os antecipe e crie novas rotas”, afirma Thaíne.
Além disso, construir um repertório de autocuidado sem custo pode substituir a compra como válvula de escape. Caminhadas ao ar livre, ligações para amigos, meditação guiada ou a leitura de um livro são exemplos de ações que promovem bem-estar genuíno e sustentável.
Thaíne reforça que “a saúde financeira e a saúde mental são dois lados da mesma moeda. Cuidar de uma é investir na outra. Comece observando seus próprios impulsos com mais atenção. O objetivo não é a perfeição, mas o progresso em direção a uma relação mais consciente, poderosa e, acima de tudo, mais saudável com o seu dinheiro”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



