Compartilhar colírio pode causar quatro doenças graves nos olhos

Uso inadequado e compartilhamento aumentam riscos de infecções e complicações oculares

O compartilhamento de colírios é uma prática comum, mas que pode trazer sérios riscos à saúde ocular. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier, um levantamento com 850 pacientes revelou que 35% deles só buscaram atendimento após usar colírios de familiares ou amigos. Essa conduta aumenta o risco de quatro doenças oculares: olho seco, ceratite, conjuntivite viral e bacteriana.

O especialista alerta que o colírio é um medicamento individual e intransferível. Isso porque a superfície dos olhos possui uma flora microbiana única, composta por bactérias, vírus e fungos que atuam como barreira protetora. O contato do bico dosador do colírio com os olhos pode transferir esse microbioma de uma pessoa para outra, facilitando a contaminação cruzada.

O olho seco causado pelo uso inadequado de colírios difere do olho seco evaporativo, comum pelo uso excessivo de telas. Ele ocorre por deficiência da camada aquosa da lágrima, frequentemente provocada por fórmulas com corticoides ou anti-histamínicos, que desequilibram o microambiente ocular e podem aumentar o risco de catarata. Para aliviar os sintomas, como ardência e sensação de areia, o oftalmologista recomenda cuidados complementares: usar óculos escuros, interromper o uso de lentes de contato, evitar ar-condicionado, manter boa hidratação e preferir colírios lubrificantes sem conservantes.

A conjuntivite, outra doença associada ao uso indiscriminado de colírios, pode ser viral ou bacteriana. Ambas apresentam sintomas como vermelhidão, pálpebras inchadas, dor e sensação de areia nos olhos. O tratamento varia entre uma e duas semanas, com compressas frias para a viral e quentes para a bacteriana, além do uso de colírios prescritos por oftalmologista. O especialista recomenda ocluir o canto interno do olho ao aplicar as gotas para evitar efeitos colaterais sistêmicos.

A ceratite, inflamação da córnea, é uma das complicações mais graves do compartilhamento de colírios. A córnea é responsável por 60% da refração ocular, e qualquer dano pode comprometer a visão. Se não tratada adequadamente, pode levar à perda da visão e, em casos extremos, exigir transplante de córnea. Em situações de perfuração, pode ser necessário colar a córnea e solicitar urgência no banco de olhos para evitar a perda do globo ocular.

Para prevenir essas doenças, o oftalmologista indica cuidados essenciais: manter as mãos limpas, evitar levar as mãos aos olhos, não compartilhar fronhas, toalhas ou talheres, evitar aglomerações, higienizar teclados e evitar o uso de lentes de contato e maquiagem durante o tratamento. Quando o uso de lentes for necessário, recomenda-se substituir o par após a recuperação.

Em resumo, o uso responsável do colírio e a consulta imediata a um oftalmologista diante de qualquer desconforto ocular são fundamentais para preservar a saúde dos olhos. Como destaca Leôncio Queiroz Neto, “a prevenção é o melhor remédio”.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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