Caso Roblox destaca riscos psicológicos e dever legal de proteção a menores online

Psicóloga e advogada alertam para impactos do uso compulsivo e falhas de segurança digitais

Com 92% dos jovens brasileiros conectados à internet, o recente caso envolvendo a plataforma Roblox reacende o debate sobre os impactos psicológicos e o dever jurídico de proteção a menores no ambiente digital. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil, 24,5 milhões de brasileiros entre 9 e 17 anos acessam a internet, sendo que o celular é o principal meio para 96% deles.

Roblox, com 144 milhões de usuários ativos diários, é um dos ambientes digitais mais frequentados por crianças e adolescentes, com 50 milhões de usuários menores de 13 anos. Contudo, autoridades brasileiras alertam para riscos como conteúdos inadequados, dificuldade de monitoramento e a possibilidade de aliciamento dentro da plataforma.

A advogada Tereza Cristina Sader Vitar, coordenadora do curso de Direito da Afya Sete Lagoas, destaca que “grande parte das vítimas monitoradas teria tido o primeiro contato com agressores dentro da própria plataforma”, evidenciando riscos estruturais e não situações imprevisíveis. Ela ressalta que “o Estatuto da Criança e do Adolescente impõe o dever de proteção integral, o que inclui ambientes virtuais”, e que o Marco Civil da Internet exige canais de denúncia, remoção de conteúdo e cooperação com autoridades.

Além disso, Tereza aponta que a simples autodeclaração da idade pelo usuário, sem mecanismos eficazes de verificação, cria “um ambiente vulnerável à fraude identitária” e pode configurar “negligência tecnológica”. Para ela, a ausência de verificação efetiva “deixa de ser mera falha operacional e passa a poder ser interpretada como possível descumprimento do dever legal de cuidado”.

No aspecto psicológico, a psicanalista e psicóloga Dra. Andréa Chicri Matiassi, da Afya Contagem, explica que o uso excessivo de plataformas digitais pode afetar o desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes. Ela observa sinais como irritabilidade intensa, dificuldade em aceitar limites, alterações no sono, cansaço diurno, queda no rendimento escolar e diminuição do interesse por atividades presenciais.

Dra. Andréa destaca que “quando o jogo passa a ser a principal forma de lazer e alívio de tensões, pode surgir um padrão de uso compulsivo”, no qual a criança recorre ao ambiente virtual para lidar com emoções desconfortáveis. Ela ressalta que o problema não está no jogo em si, mas “no lugar central e exclusivo que ele pode passar a ocupar, limitando experiências diversas necessárias à maturação emocional e à construção da autonomia psíquica”.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa, trazendo à tona a importância de políticas eficazes e da conscientização sobre os riscos e responsabilidades no uso de ambientes digitais por crianças e adolescentes.

Conceito visual principal em 10 palavras: ambiente digital, segurança, crianças, adolescentes, jogo, proteção, monitoramento, riscos, psicologia, legislação.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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