Aumento de casos de Mpox no Brasil: infectologista alerta sobre prevenção
Especialista do Hospital HSANP explica formas de transmissão e cuidados essenciais
O Brasil registrou um aumento recente nos casos de Mpox, doença anteriormente conhecida como varíola dos macacos. Até o início de março de 2026, foram confirmados 136 novos casos, a maioria após o período do Carnaval, segundo dados da assessoria de imprensa do Hospital HSANP. O infectologista Ricardo Cantarim Inacio, da instituição, alerta para a necessidade de atenção redobrada diante dessa alta.
A Mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, e se manifesta principalmente por lesões cutâneas que apresentam alta carga viral. Essas lesões são a principal via de transmissão, que ocorre principalmente por contato direto pele a pele. Além disso, objetos contaminados, como roupas, copos, pratos e toalhas, também podem transmitir o vírus. “Roupas, copos, pratos, toalhas e outras superfícies que tenham tido contato direto com a pele de alguém com a doença pode facilmente estar contaminada também”, explica o infectologista.
O contágio pode acontecer ainda por via respiratória ou durante relações sexuais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a transmissão pode ocorrer da gestante para o feto, por meio da placenta, ou durante e após o parto pelo contato direto. O período de incubação varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
As lesões da Mpox podem surgir em qualquer região do corpo, incluindo áreas genitais, faciais e mucosas. Para o diagnóstico correto, é necessário realizar exame laboratorial com coleta da secreção das lesões ou das crostas, caso as lesões estejam secas. Atualmente, não há tratamento específico para a doença, sendo os cuidados focados na prevenção de sequelas durante o período de incubação.
A vacinação pré e pós-exposição é uma estratégia adotada para controlar a doença, principalmente em grupos com maior risco de desenvolver formas graves. Para evitar a transmissão, o infectologista recomenda evitar contato direto com pessoas suspeitas ou confirmadas com Mpox. “Quando o contato é inevitável, é fundamental utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas, máscaras, aventais e óculos de proteção, além de reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel”, orienta Ricardo Cantarim Inacio.
O Hospital HSANP, localizado em São Paulo, é referência na Zona Norte da cidade e reconhecido por oferecer atendimento humanizado e seguro a milhares de pacientes mensalmente. Este alerta reforça a importância da prevenção e dos cuidados para evitar a disseminação da Mpox no país.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



