Asperger e TEA: diferenças, sintomas e tratamentos explicados por especialista
Saiba como identificar o TEA nível 1 e as opções de tratamento para melhorar a qualidade de vida
A Síndrome de Asperger, antes considerada um transtorno separado, desde 2013 integra o diagnóstico único do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Atualmente, ela corresponde ao TEA nível 1 de suporte, caracterizado por indivíduos com linguagem preservada, inteligência média ou acima da média, mas com dificuldades sociais e comportamentais. Segundo a Dra. Marcela Dalla Bernardina F. Toso, coordenadora nacional da pós-graduação em Neuropediatria da Inspirali, essa mudança reflete avanços na compreensão clínica do espectro autista.
Os sinais do TEA nível 1 geralmente surgem na infância, mas muitas vezes o diagnóstico só ocorre na adolescência ou vida adulta, especialmente em meninas, que podem apresentar camuflagem social. Entre as características principais estão a dificuldade em entender regras sociais implícitas, interpretação literal da linguagem, pouca reciprocidade emocional, interesses restritos e intensos, rigidez cognitiva e sensibilidade sensorial a sons, texturas e luzes.
Os sintomas se dividem em dois grandes grupos: déficits na comunicação e interação social, como dificuldade em iniciar e manter conversas, problemas no contato visual e na linguagem não verbal, além de dificuldades em manter relacionamentos; e padrões restritos e repetitivos de comportamento, incluindo rotinas rígidas, hiperfoco e transtorno do processamento sensorial (TPS).
Para o tratamento, a especialista destaca intervenções baseadas em evidências, como terapia cognitivo-comportamental (TCC), análise comportamental aplicada (ABA), terapia ocupacional para o TPS e treino de atividades diárias, além de fonoaudiologia e uso de medicações quando há comorbidades como TDAH e ansiedade. Esses tratamentos visam melhorar habilidades sociais, reduzir a ansiedade, desenvolver estratégias emocionais e aumentar a autonomia.
O diagnóstico do TEA é clínico, realizado por meio de entrevistas detalhadas, observação comportamental e critérios do DSM-5, podendo contar com avaliação multiprofissional e instrumentos auxiliares como ADOS-2 e ADI-R. Não existe exame laboratorial ou de imagem que confirme o diagnóstico.
A Dra. Marcela reforça que o TEA tem forte base genética e neurobiológica, com alta herdabilidade e influência de fatores ambientais pré-natais. Ela também esclarece que o transtorno não é causado por vacinas, falta de afeto ou estilo parental.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa e traz informações importantes para ampliar o entendimento sobre o espectro autista, especialmente para mulheres que podem apresentar sintomas menos evidentes. Com suporte adequado, pessoas com TEA nível 1 podem levar uma vida funcional e satisfatória, incluindo carreira e relacionamentos.
Conceito visual principal em 10 palavras: livros, objetos sensoriais, ambiente calmo, luz natural, organização, tranquilidade, estudo, foco, autonomia, cuidado.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



