Salário atrai, mas qualidade do trabalho define permanência, diz Serasa Experian

Remuneração lidera escolha de emprego, mas benefícios e equilíbrio são decisivos para ficar

Um levantamento recente da Serasa Experian revela que o salário continua sendo o principal fator que atrai os profissionais para um novo emprego, mas não é suficiente para garantir sua permanência. O estudo, que integra o primeiro capítulo da série Panorama do Trabalho no Brasil, ouviu 1.521 profissionais de diferentes gerações e regiões do país, mostrando que outros aspectos relacionados à qualidade da experiência no trabalho ganham cada vez mais importância.

Segundo o mapeamento, 33,1% dos entrevistados apontam o salário como a principal motivação para aceitar uma vaga, seguido pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional (16,2%) e estabilidade ou plano de carreira (11,2%). A gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, Fernanda Guglielmi, destaca que “o salário continua sendo a principal porta de entrada, mas ele não sustenta sozinho uma relação de longo prazo”. Ela complementa que os profissionais avaliam a permanência com base em fatores como equilíbrio, previsibilidade e coerência entre discurso e prática da empresa.

O estudo também evidencia diferenças geracionais nas prioridades. Millennials (Geração Y) e Geração Z dão maior peso à remuneração, com 36,6% e 35,3% respectivamente, enquanto Baby Boomers e Geração X valorizam mais a estabilidade e o plano de carreira, com 12,5% e 10,9%. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional é um critério transversal, presente em todas as faixas etárias.

Além disso, o levantamento aponta que benefícios estruturais, como plano de saúde e vales, são inegociáveis para 44,1% dos profissionais. Entre os mais jovens, quase metade da Geração Z (47,4%) e dos Millennials (46,1%) não aceitariam uma vaga sem esses benefícios. Para Fernanda, “benefícios e condições estruturais deixaram de ser diferenciais e passaram a ser pré-requisitos”, indicando que a ausência desses elementos fragiliza a relação desde o início.

O mapeamento também mostra uma evolução no peso do salário como critério, que aumentou de 31,1% em 2023 para 33,1% em 2025, enquanto a estabilidade e o plano de carreira perderam relevância no mesmo período. Isso sugere uma mudança na lógica da relação entre profissionais e empresas, com um olhar mais consciente e equilibrado sobre o que mantém um colaborador comprometido.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Serasa Experian, que reforça a importância de as empresas entenderem as diferentes expectativas para desenvolver estratégias eficazes de atração e retenção de talentos.
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EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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