Programas de mentoria impulsionam mulheres na liderança corporativa
Iniciativas estruturadas ampliam equidade de gênero e oportunidades para mulheres nas empresas
A presença feminina em cargos de liderança ainda é limitada: mulheres ocupam menos de 30% dos cargos C-level nas empresas, e a ascensão de mulheres negras é ainda mais desafiadora, com apenas 54 promovidas a posições gerenciais para cada 100 homens. Frente a esse cenário, programas estruturados de mentoria surgem como ferramentas essenciais para acelerar o desenvolvimento de lideranças femininas e promover a equidade de gênero no ambiente corporativo.
Segundo Cris Kerr, professora da Fundação Getúlio Vargas e da Fundação Dom Cabral, e CEO da CKZ Diversidade, a mentoria é especialmente importante para mulheres e grupos minorizados, pois cria conexões e visibilidade que não acontecem espontaneamente no cotidiano das organizações. “Podemos nos perguntar: por que fazer mentoria para mulheres? Porque os homens já vivenciam esse processo de forma informal, em almoços, encontros, happy hours e conversas profissionais que geram oportunidades de destaque e desenvolvimento, ainda que intuitivamente. Com as mulheres, esse movimento não acontece na mesma proporção”, explica Cris.
A especialista destaca que equidade de gênero não significa tratar todas as pessoas da mesma forma, mas garantir acesso real às mesmas oportunidades, reconhecendo barreiras específicas enfrentadas por diferentes grupos ao longo da carreira. Para equilibrar o ponto de partida, são necessárias ações intencionais e estruturadas, como programas de mentoria e coaching, que ajudam a reduzir desigualdades históricas.
A CKZ Diversidade apoia empresas na criação e estruturação desses programas, com projetos realizados em organizações como Usiminas, Anglo American, Grupo Pão de Açúcar, Tetra Pak, Campari, Iveco Group e CNH Industrial. Na CNH Industrial, por exemplo, 90% das participantes foram promovidas após o programa, evidenciando o impacto positivo dessas iniciativas.
Outro modelo relevante é a mentoria de equidade que envolve lideranças masculinas, ampliando o comprometimento dos homens com a aceleração da carreira feminina. “Após a mentoria, muitas mulheres se sentem mais preparadas para avançar, mas encontram barreiras em lideranças que ainda não compreendem o propósito da equidade. Por isso, entendemos que era necessário trazer esses líderes para a conversa”, afirma Cris. Esse modelo foi aplicado em empresas como TE Connectivity, Campari Group, MBRF e Techint.
A avaliação dos resultados é fundamental para medir o impacto dos programas, utilizando indicadores como promoções, retenção de talentos femininos e evolução da representatividade. Além disso, ganhos qualitativos como fortalecimento da autoconfiança e construção de redes internas de apoio são destacados.
A CKZ Diversidade atua há mais de 18 anos no desenvolvimento de programas e treinamentos focados em diversidade e inclusão, incluindo a Formação Prática em Diversidade & Inclusão e eventos como o Fórum Agentes da Transformação e o Super Fórum Diversidade & Inclusão, que reúnem cases e promovem o diálogo sobre equidade.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



