Especialista alerta para riscos no uso de medicamentos contra queda de cabelo
Prescrições acima da dose recomendada podem causar efeitos colaterais graves, alerta médico
O uso de medicamentos para combater a queda de cabelo tem ganhado popularidade, mas especialistas alertam para os riscos de doses inadequadas. O Dr. Cleber Stuque, especialista em implante capilar, chama atenção para prescrições que ultrapassam as doses recomendadas de finasterida e minoxidil, medicamentos comuns no tratamento da alopecia androgenética.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o médico relatou um caso recente em que um paciente recebeu uma receita com duas pílulas de finasterida oral e seis miligramas de minoxidil oral, valores superiores aos indicados. “A prescrição está acima da dose recomendada. Isso não pode”, afirmou Stuque, reforçando que o uso excessivo pode causar efeitos colaterais sérios.
A finasterida atua na inibição da enzima 5-alfa-redutase, responsável pela conversão da testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), hormônio ligado à miniaturização dos fios. Apesar de sua eficácia, o especialista alerta que o uso além do necessário pode provocar “diminuição da libido, alterações no espermograma, dor testicular e disfunções sexuais”.
Já o minoxidil, originalmente criado para tratar hipertensão, tem ação vasodilatadora sistêmica e é eficaz no estímulo ao crescimento capilar, especialmente em formulações tópicas e doses controladas oralmente. No entanto, o aumento indevido da dose pode levar a complicações como hipotensão postural severa, que causa tonturas e desmaios, além de retenção de líquidos e, em casos prolongados, possível desenvolvimento de miocardiopatia dilatada.
O especialista destaca que o tratamento da calvície não é uma “receita de bolo”. Cada paciente deve ser avaliado individualmente, considerando histórico clínico, exames laboratoriais, perfil hormonal e condição cardiovascular antes da definição da dose adequada. “Isso não é brincadeira”, enfatiza.
O alerta também se estende ao comportamento dos pacientes, que muitas vezes buscam resultados rápidos influenciados por informações nas redes sociais. Ajustar doses por conta própria ou aceitar prescrições inadequadas pode aumentar os riscos à saúde. Para o Dr. Cleber Stuque, o acompanhamento médico regular é fundamental para garantir a segurança e eficácia do tratamento.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



