Crise da atenção: como o excesso digital afeta saúde e relações

Psicóloga Maria Klien explica impactos da hiperconectividade no foco, trabalho e bem-estar

A crise da atenção tem se tornado um fenômeno crescente na sociedade atual, impulsionada pela hiperconectividade e pelo excesso de estímulos digitais. A psicóloga Maria Klien reflete sobre como esse cenário afeta a capacidade de concentração, as relações interpessoais e o desempenho no trabalho, além de destacar os efeitos neurobiológicos dessa sobrecarga informacional.

Segundo dados do relatório Digital 2024 Global Overview Report, o brasileiro permanece conectado à internet por mais de nove horas diárias, frequentemente utilizando múltiplas telas ao mesmo tempo. Essa exposição constante a notificações e conteúdos fragmentados altera o padrão de atenção sustentada, dificultando a concentração prolongada.

Maria Klien explica que “responder rápido virou norma. Pensar com tempo virou exceção. O cérebro não foi estruturado para alternar foco a cada minuto sem custo funcional”. Essa alternância contínua entre estímulos gera desatenção, fadiga psíquica e prejuízo de memória, causados pela liberação recorrente de dopamina e cortisol em descompasso. Não se trata de desinteresse, mas de saturação neurobiológica.

No dia a dia, os sinais da crise da atenção aparecem de forma gradual, como sensação de esgotamento ao final do dia, irritabilidade diante de frustrações, lapsos de lembrança e dificuldade para manter o foco em tarefas que exigem maior elaboração. No campo das relações, a fragmentação da atenção interfere na escuta e na empatia, já que “o vínculo exige continuidade de foco”, ressalta a psicóloga.

No ambiente profissional, a confusão entre urgência e prioridade prejudica os resultados. Decisões são tomadas sob pressão constante, e o planejamento cede espaço à reação imediata. Um estudo publicado na revista Journal of Experimental Psychology: General indica que a alternância frequente de tarefas reduz o desempenho cognitivo e aumenta erros operacionais.

Maria Klien destaca que a crise não é de rendimento, mas de atenção. “Quem não protege o próprio foco perde a capacidade de aprofundamento”, afirma. Para enfrentar o problema, ela recomenda mudanças estruturais e individuais, como a redução de estímulos simultâneos, delimitação de horários para uso de dispositivos e intervalos dedicados ao silêncio. “O cérebro precisa de tempo para consolidar memória, reorganizar pensamento e acessar estados criativos. Sem isso, se instala um ciclo de reação permanente”, conclui.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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