Ansiedade pós-Carnaval: consultas por saúde mental crescem 38% no Brasil

Privação de sono, álcool e retorno à rotina explicam aumento da procura por atendimento médico

Após o período intenso do Carnaval, o Brasil registrou um aumento de 38% nas consultas relacionadas à saúde mental em apenas uma semana. Esse crescimento reflete um fenômeno observado por especialistas, que associam o quadro a fatores como privação de sono, consumo de álcool, excesso de estímulos e o retorno abrupto à rotina.

A médica Dra. Adele Furlaneto Ramos (CRM RJ 130110-1) explica que o Carnaval pode funcionar como uma “pausa emocional temporária”, que mascara problemas já existentes. “Durante aqueles dias há mais distração, prazer imediato, encontros, música, estímulos e sensação de liberdade. Com isso, questões emocionais, profissionais ou financeiras acabam ficando em segundo plano”, afirma. Quando a festa termina, o contraste com a vida real pode ser intenso, trazendo de volta o que estava abafado.

Além do aspecto emocional, o desgaste físico também contribui para o aumento da ansiedade. A privação de sono prejudica a capacidade do cérebro de regular emoções, aumentando irritabilidade e sensação de ameaça. O álcool, embora pareça relaxante inicialmente, pode piorar a ansiedade após seu efeito passar. “Na prática, a tolerância emocional diminui. A pessoa fica mais cansada, mais sensível e com maior dificuldade de lidar com pressões do dia a dia”, destaca a médica.

Outro fator importante é a mudança brusca entre o estado de euforia vivido durante a festa e o retorno à rotina. Dra. Adele comenta que, após períodos de muita excitação e prazer, o cotidiano pode parecer “sem graça ou pesado”, gerando sensações de vazio, desânimo, irritabilidade e ansiedade. Esse contraste emocional pode levar muitas pessoas a interpretarem o desconforto como algo inesperado.

Embora seja normal sentir cansaço ou desânimo após dias intensos, alguns sinais indicam a necessidade de atenção médica. Entre eles estão ansiedade persistente, crises frequentes, insônia, alteração no apetite, dificuldade para trabalhar ou estudar, angústia constante, palpitações e irritabilidade intensa. A médica alerta para o aumento do consumo de álcool ou uso de medicamentos para lidar com o sofrimento, que também indicam a necessidade de buscar ajuda.

A telemedicina tem se mostrado uma alternativa prática para quem percebe os sintomas após o Carnaval. “A teleconsulta facilita muito o acesso ao cuidado, principalmente quando os sintomas estão começando ou quando a pessoa percebe que não está conseguindo se reorganizar sozinha”, explica Dra. Adele. O atendimento remoto permite avaliação inicial, orientação e acompanhamento sem necessidade de deslocamento, sendo indicado para investigação, definição de conduta e orientação sobre tratamentos.

O mais importante, segundo a médica, é não banalizar o sofrimento emocional. Buscar ajuda precocemente pode evitar o agravamento do quadro e ajudar a restabelecer o equilíbrio emocional. Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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