Saúde mental das mulheres: por que virou prioridade para a ciência

Ansiedade, depressão e sobrecarga mental ganham destaque no Mês da Mulher

A saúde mental das mulheres tem ganhado atenção crescente da comunidade científica, especialmente no contexto do Mês da Mulher. Estudos mostram que transtornos como ansiedade e depressão são mais frequentes entre mulheres do que entre homens, evidenciando a necessidade de um olhar específico para essa questão. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde, 14,7% das mulheres brasileiras relatam diagnóstico de depressão, quase três vezes mais do que os homens, cuja taxa é de 5,1%. A Organização Mundial da Saúde reforça que a depressão é aproximadamente duas vezes mais comum no público feminino em todo o mundo.

Para a psiquiatra Aline Sena da Costa Menezes, da ViV Saúde Mental e Emocional, essa diferença não pode ser atribuída a um único fator. “Aspectos biológicos, experiências de vida e desigualdades estruturais se combinam ao longo do tempo e influenciam diretamente o bem-estar emocional feminino”, explica. Ela destaca que a análise da saúde mental deve considerar os contextos sociais em que as mulheres vivem, incluindo a sobrecarga mental causada pela multiplicidade de papéis desempenhados. Mesmo com avanços sociais, as mulheres ainda são majoritariamente responsáveis pela organização da rotina doméstica, cuidados familiares e demandas emocionais, além de suas carreiras profissionais.

Um levantamento da organização Think Olga revelou que quase metade das mulheres entrevistadas no Brasil já recebeu diagnóstico de ansiedade, depressão ou outro transtorno mental, associando esses quadros à exaustão emocional provocada pela sobreposição de responsabilidades e pressão social constante. “Existe um componente de trabalho invisível que envolve planejamento, organização e gestão emocional do cotidiano familiar. Essa carga mental contínua pode contribuir para quadros de estresse crônico, ansiedade e esgotamento”, alerta a especialista.

Além dos fatores sociais, as diferenças biológicas também são relevantes. Oscilações hormonais durante a vida reprodutiva, como no período pré-menstrual, gestação, pós-parto e menopausa, podem afetar o humor e a resposta ao estresse. A Organização Pan-Americana da Saúde aponta que até 40% das mulheres em países em desenvolvimento apresentam depressão durante a gravidez ou no pós-parto, reforçando a importância do acompanhamento especializado. A psiquiatra ressalta que essas fases indicam maior sensibilidade do organismo a fatores externos, sem que o sofrimento psíquico seja inevitável.

Outro aspecto importante é a relação entre violência de gênero e saúde mental. Experiências como violência doméstica, assédio e desigualdades estruturais aumentam o risco de transtornos como ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. “Quando falamos de saúde mental feminina, estamos falando de uma realidade atravessada por fatores sociais, culturais e biológicos. Entender essas dimensões ajuda a desenvolver abordagens terapêuticas mais adequadas e políticas de prevenção mais eficazes”, destaca Aline.

O Mês da Mulher é visto como momento propício para ampliar o debate público e reduzir o estigma associado aos transtornos mentais. “Falar sobre saúde mental das mulheres é também uma forma de promover informação e prevenção”, afirma a psiquiatra. Ela reforça que reconhecer os fatores que influenciam esse cenário abre espaço para que mais mulheres identifiquem sinais de sofrimento, busquem apoio e cuidem da própria saúde emocional.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da ViV Saúde Mental e Emocional.

Conceito visual principal: mulher, cuidado, equilíbrio, saúde mental, tranquilidade, ambiente, luz natural, objetos simbólicos, serenidade, atenção

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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