Riscos da banalização de procedimentos estéticos preocupam especialistas

Fórum discute segurança do paciente e atuação de profissionais não médicos

A banalização dos procedimentos estéticos e a atuação de profissionais não médicos têm gerado graves complicações, alertam especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Para discutir esses riscos e reforçar a importância da segurança do paciente, a SBD promove, no dia 20 de março de 2026, o fórum “A Dermatologia brasileira e a defesa do Ato Médico: ciência, ética e proteção da sociedade”, no Rio de Janeiro.

Um dos relatos que motivam o debate é o da jornalista Priscilla Aguiar, que sofreu necrose em três regiões do nariz após uma rinomodelação realizada por uma biomédica esteta. “Foram 11 dias de internação, com infecção, necrose e risco de cegueira, além de um ano em tratamento e mais de cinco anos lutando por justiça”, conta Priscilla. Ela destaca que a profissional não teve expertise para identificar e reverter o problema, o que agravou seu quadro.

A experiência transformou a percepção da jornalista sobre a escolha do profissional para procedimentos estéticos. “Quem está mais apto a realizar esses procedimentos é quem tem plena capacidade de identificar e reverter problemas. No meu caso, só tenho hoje um nariz graças ao trabalho excepcional de uma dermatologista”, relata. Para alertar outras pessoas, Priscilla criou a página Estética de Risco, onde reúne relatos de pacientes que passaram por complicações semelhantes.

O fórum reunirá especialistas, representantes de entidades médicas e autoridades do judiciário para discutir os riscos do exercício ilegal da medicina e o impacto desses casos na saúde pública. A iniciativa faz parte do Pacto pela Medicina Segura, firmado entre a SBD e o Conselho Federal de Medicina (CFM), com apoio da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Academia Nacional de Medicina (ANM).

Carlos Barcaui, presidente da SBD, afirma que o aumento das complicações exige uma resposta institucional e um debate amplo com a sociedade. “Os problemas decorrentes da invasão e do desrespeito ao ato médico se tornaram um problema de saúde pública. Este fórum é o primeiro passo desse compromisso”, explica. O objetivo é discutir o tema sob perspectivas médica, jurídica e social, reforçando a qualificação profissional e a segurança do paciente.

A programação inclui mesas de debate sobre os limites regulatórios na dermatologia estética, riscos de procedimentos invasivos por não médicos e desafios jurídicos. O evento será realizado na Academia Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro, das 13h30 às 18h.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 71 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar