Mais de 10 mil mulheres na Baixada ficaram um ano sem exames preventivos

Programa de busca ativa da Unimed Nova Iguaçu aumentou adesão a exames essenciais

Um levantamento interno da Unimed Nova Iguaçu revelou um dado preocupante: 10.993 mulheres da Baixada Fluminense, com idades entre 40 e 69 anos, ficaram pelo menos um ano sem realizar exames preventivos essenciais, como mamografia, ultrassonografia das mamas, ultrassonografia transvaginal e Papanicolau. Essa faixa etária é considerada prioritária para o rastreamento do câncer de mama, o que torna esses números ainda mais relevantes para a saúde feminina na região.

A maior concentração dessas mulheres está entre as que têm mais de 59 anos, totalizando 3.403 pacientes. Outras faixas etárias também apresentam números significativos, como 2.323 mulheres entre 44 e 48 anos e 1.898 entre 49 e 53 anos. Esses dados expõem uma realidade que vai além do acesso ao sistema de saúde, apontando para barreiras relacionadas à rotina, sobrecarga e priorização da família, que podem dificultar a manutenção do acompanhamento preventivo.

A partir de julho de 2025, a Unimed Nova Iguaçu implantou o Programa Enfermeira Navegadora, que realiza busca ativa por telefone para identificar mulheres fora da rotina preventiva e organizar toda a jornada de cuidados dentro da rede própria e credenciada. Essa abordagem direta teve um impacto expressivo: 77,16% das mulheres realizaram consulta com ginecologista; 72,84% fizeram mamografia; 72,30% ultrassonografia das mamas; 73,56% ultrassonografia transvaginal; e 72,48% exame preventivo.

Segundo o diretor-presidente da Unimed Nova Iguaçu, Dr. Joé Sestello, “muitas mulheres acabam adiando seus próprios exames porque priorizam trabalho, filhos e outras responsabilidades. Quando fazemos a busca ativa, percebemos que não se trata de falta de informação, mas de tempo e organização do cuidado.” Ele destaca ainda que “detectar precocemente significa aumentar as chances de tratamento menos invasivo e melhores desfechos clínicos”.

O programa busca fortalecer uma mudança cultural necessária, mapeando a carteira de beneficiários para identificar quem está fora da linha de cuidado e agir antes que a doença avance. “A prevenção não pode depender apenas da iniciativa individual; ela precisa ser estimulada e facilitada pelo sistema de saúde”, afirma o diretor-presidente.

Em uma região com desafios históricos na assistência, esses dados reforçam que políticas estruturadas de prevenção podem transformar diagnósticos tardios em histórias de detecção precoce e vidas preservadas. O mês de março, além das homenagens, é um momento para refletir sobre a importância do acesso, incentivo e acompanhamento contínuo para a saúde feminina.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

Conceito visual principal (10 palavras): mulheres, exames, prevenção, saúde, clínica, mamografia, consulta, telefone, cuidado, Baixada Fluminense.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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