Esgotamento feminino cresce com sobrecarga de papéis e pressão por desempenho
Mulheres enfrentam exaustão emocional ao conciliar trabalho, família e expectativas sociais
Durante o mês de março, quando as discussões sobre a realidade feminina ganham maior visibilidade, o tema do esgotamento feminino tem ganhado destaque no debate público. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, em 2024, as mulheres representaram 63,8% das 472 mil licenças concedidas por transtornos mentais no Brasil, evidenciando a sobrecarga que ultrapassa o ambiente profissional e se estende às responsabilidades familiares e demandas cotidianas.
Nas últimas décadas, a participação feminina no mercado de trabalho cresceu significativamente, proporcionando maior autonomia e desenvolvimento profissional. No entanto, muitas mulheres ainda concentram grande parte das tarefas domésticas e de cuidado, o que resulta em rotinas marcadas por múltiplas jornadas e a necessidade de conciliar diferentes responsabilidades ao mesmo tempo.
Para Saulo Nardelli, autor e estudioso da espiritualidade aplicada ao desenvolvimento humano, o esgotamento feminino vai além do excesso de tarefas. “Muitas mulheres acumulam papéis como profissional, mãe, cuidadora e parceira. Com o tempo, passam a funcionar no automático para dar conta de tudo, mas acabam se afastando de quem realmente são. Essa desconexão pode se manifestar como ansiedade, exaustão emocional ou perda de sentido”, explica.
A vida contemporânea, marcada por produtividade constante, excesso de estímulos e pressão por desempenho, impacta a forma como as pessoas se relacionam consigo mesmas. “Muitas vezes, a necessidade de cumprir papéis e corresponder às expectativas externas afasta indivíduos de processos de autoconhecimento, pausa e reflexão sobre propósito. Lidar com o esgotamento feminino envolve reconexão consigo mesma e reflexão sobre os papéis assumidos na vida cotidiana”, acrescenta Saulo.
Ele destaca a importância de reservar momentos de pausa e autocuidado, questionar expectativas externas e priorizar atividades que tragam sentido e bem-estar emocional. Essas práticas ajudam as mulheres a retomar a própria identidade sem se perder nas demandas externas.
Essas reflexões são aprofundadas no livro “As quatro chaves do Cristo”, com lançamento previsto para junho pela Editora Gente. A obra propõe uma reflexão sobre espiritualidade em tempos de exaustão, abordando temas como identidade, presença e propósito diante das pressões da vida moderna. Segundo Saulo, “o livro busca traduzir em palavras sentimentos e inquietações que atravessam a experiência humana atual e convida à reflexão sobre a forma como as pessoas constroem suas trajetórias e se reconectam com aquilo que consideram essencial”.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



