MIS promove mostra de cinema africano com foco em mulheres e diversidade cultural
“África em Estado de Cinema” exibe 24 filmes clássicos e contemporâneos em março
Entre os dias 13 e 22 de março, o Museu da Imagem e do Som (MIS), ligado à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, promove a mostra “África em Estado de Cinema”. O evento traz uma seleção de 24 filmes africanos, incluindo ficções e documentários em curta e longa-metragem, que revelam a diversidade estética, cultural e política do continente.
A mostra propõe um mergulho nas múltiplas Áfricas em constante movimento, apresentando narrativas que atravessam temas como memória, identidade, resistência, amor, tradição e transformação social. Com ingressos a preços acessíveis e algumas sessões gratuitas, a iniciativa busca ampliar o olhar do público brasileiro para cinematografias historicamente pouco exibidas, valorizando vozes, línguas e histórias africanas.
Realizada em parceria com a Cinemateca da África e o Instituto Francês, a programação inclui filmes de diferentes regiões do continente, como o drama “Você morrerá aos 20” (2019), do Sudão, que acompanha um jovem marcado por uma profecia de morte precoce, e “Keteke” (2017), uma comédia dramática ganesa que narra a jornada de um casal em trabalho de parto.
Outro destaque é a valorização da força feminina no cinema africano, tanto diante quanto atrás das câmeras. Obras dirigidas por cineastas como Aicha Macky, Cyrielle Raingou, Adila Bendimerad, Maggie Kamal e Marguerite Abouet compõem a programação. Filmes como “A pequena vendedora de sol”, “A última rainha” e “Aya” apresentam personagens femininas potentes, explorando trajetórias de resistência, autonomia e transformação.
A mostra reafirma o protagonismo feminino nas múltiplas cinematografias do continente, ampliando o debate sobre gênero, representação e memória no audiovisual contemporâneo. Entre os títulos exibidos, “A última rainha” (2022) retrata a rainha Zaphira, que enfrenta a dominação do Império Otomano na Argélia do século 16, enquanto “Aya” (2013) apresenta a vida de uma jovem buscando independência em Abidjan na década de 1970.
Além das sessões com filmes, o MIS oferece uma experiência cultural que convida o público a escutar, sentir e imaginar a África por meio de suas próprias imagens, em um cinema vivo, urgente e profundamente humano. O evento é uma oportunidade para conhecer diferentes realidades africanas e valorizar o cinema como ferramenta de expressão e transformação social.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



