Mais de 70% das mulheres com sintomas geniturinários da menopausa não são tratadas
Estudo internacional destaca subdiagnóstico e impacto na qualidade de vida feminina
Um estudo internacional recente, publicado pela Canadian Journal of Urology, revelou que mais de 70% das mulheres diagnosticadas com síndrome geniturinária da menopausa (SGM) não recebem nenhum tipo de tratamento. Essa condição, que pode afetar até 80% das mulheres na pós-menopausa, provoca sintomas como secura vaginal, dor durante a relação sexual, infecções urinárias recorrentes e incontinência, impactando diretamente a qualidade de vida, a sexualidade e a saúde urinária.
A SGM surge principalmente após a menopausa devido à queda nos níveis de estrogênio, hormônio essencial para a saúde dos tecidos vaginais e urinários. Sem tratamento, os sintomas podem persistir e até piorar com o tempo. Apesar de ser uma condição comum, ela ainda é pouco discutida e muitas mulheres acreditam que esses sintomas fazem parte do envelhecimento natural.
Alexandra Ongaratto, médica especializada em ginecologia endócrina e climatério e Diretora Técnica do Instituto GRIS, destaca que “a síndrome geniturinária da menopausa é uma condição muito prevalente, mas que ainda permanece pouco discutida. Muitas mulheres acreditam que sintomas como secura vaginal, dor durante a relação ou infecções urinárias frequentes fazem parte do envelhecimento natural, quando na verdade existem tratamentos capazes de melhorar significativamente esses quadros”.
Os sintomas da SGM vão além do desconforto físico, podendo afetar a autoestima, a vida sexual, os relacionamentos e a rotina diária das mulheres. Entre os principais sintomas estão a secura vaginal, ardor ou irritação na região íntima, diminuição da lubrificação, dor durante o sexo, sangramento após a relação, urgência urinária, aumento da frequência para urinar, incontinência e infecções urinárias recorrentes. Diferentemente de outros sintomas da menopausa, como as ondas de calor, esses sintomas não desaparecem espontaneamente e requerem intervenção médica.
Embora existam tratamentos eficazes, como o estrogênio vaginal em baixa dose, considerado padrão-ouro, e outras opções como terapia hormonal sistêmica, medicamentos específicos e terapias não hormonais (hidratantes e lubrificantes vaginais), muitos ainda são pouco utilizados. A falta de informação e o receio relacionado ao uso de hormônios contribuem para essa subutilização.
No Brasil, a SGM é também altamente comum, podendo afetar entre 36% e quase 90% das mulheres, segundo dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). No entanto, o tema ainda é pouco discutido, e fatores culturais como vergonha e estigma dificultam a busca por ajuda médica.
Alexandra Ongaratto reforça a importância do diálogo entre mulheres e profissionais de saúde: “Quanto mais informação as mulheres tiverem sobre as mudanças que ocorrem na menopausa, maior será a chance de reconhecer os sintomas e buscar ajuda. O acesso à informação e ao acompanhamento médico adequado é fundamental para garantir qualidade de vida nessa fase”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



