Lipedema no Brasil: buscas triplicam e doença ganha destaque no Dia da Mulher
Brasil lidera interesse global por lipedema, com avanços em informação e mobilização social
No Dia Internacional da Mulher, o lipedema, uma condição que afeta majoritariamente mulheres, ganha destaque no Brasil, país que lidera as buscas globais pelo tema. Segundo dados do Google Trends, as pesquisas sobre lipedema cresceram mais de três vezes no mundo entre fevereiro de 2023 e fevereiro de 2025, passando de 19 para 61 no índice da plataforma. Esse aumento evidencia o avanço do debate público e científico sobre a doença, que ainda é amplamente subdiagnosticada.
Dr. Fábio Kamamoto, diretor do Instituto Lipedema Brasil e pioneiro no tratamento cirúrgico da condição no país, destaca que o crescimento nas buscas reflete três fatores principais: “forte ativismo nas redes sociais, subdiagnóstico da condição e crescente mobilização em defesa de informação baseada em evidências”. Ele ressalta que o aumento da visibilidade traz também a necessidade de “informação qualificada e de posicionamentos qualificados e responsáveis”.
O Instituto Lipedema Brasil tem papel fundamental nesse cenário, atuando na produção e disseminação de conteúdos baseados em evidências, capacitação de profissionais de saúde e articulação de discussões sobre diagnóstico e tratamento. Paralelamente, a ONG Movimento Lipedema fortalece o acolhimento de pacientes e promove a mobilização por políticas públicas estruturadas, reforçando que o lipedema é uma condição crônica com impacto físico, emocional e socioeconômico relevante.
O momento atual é considerado de amadurecimento do debate, com questionamentos sobre evidências e tratamentos sendo vistos como algo saudável. Dr. Kamamoto enfatiza que “o Brasil hoje discute o lipedema com profundidade, dados e responsabilidade” e que é necessário transformar o interesse crescente em diagnóstico correto, condutas baseadas em ciência e acesso estruturado ao cuidado.
Além disso, o Movimento Lipedema lançou uma campanha nacional para democratizar o acesso ao tratamento no país. A iniciativa oferece uma cartilha informativa gratuita disponível no site movimentolipedema.org e nas redes sociais da ONG, além de um abaixo-assinado digital que mobiliza a sociedade civil, profissionais de saúde e formadores de opinião. Entre as propostas estão a inclusão do lipedema na capacitação formal dos profissionais, a criação de códigos específicos para procedimentos e a incorporação do tratamento no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e no Sistema Único de Saúde (SUS).
Dr. Kamamoto finaliza destacando a militância para que o SUS e os convênios incluam o tratamento cirúrgico, especialmente para os casos mais graves, “assim como já acontece nos Estados Unidos”. Fundado em 2021, o Instituto Lipedema Brasil é o primeiro centro de referência no país, com unidades em São Paulo e Salvador, dedicado a compartilhar informações, fomentar pesquisas e mobilizar pacientes e profissionais.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



