Dia Mundial do Rim: prevenção e exames simples protegem sua saúde renal

Diagnóstico precoce evita doenças graves e reduz impacto ambiental dos tratamentos

O Dia Mundial do Rim, celebrado em 12 de março, reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença renal crônica (DRC), condição que pode evoluir silenciosamente e comprometer a saúde dos pacientes. Segundo dados do Censo Brasileiro de Diálise 2024, mais de 172 mil pessoas estão em terapia renal substitutiva no Brasil, evidenciando a necessidade de atenção contínua à saúde dos rins.

A campanha deste ano da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), com o tema “Cuidar de pessoas e proteger o planeta”, destaca não apenas a prevenção da doença, mas também a importância do uso responsável dos recursos em saúde. Isso reforça que o cuidado renal deve começar antes do avanço da doença, evitando tratamentos complexos como a diálise, que têm impacto significativo na qualidade de vida e no meio ambiente.

Segundo o Dr. Américo Cuvello, head do Centro Especializado em Nefrologia e Diálise do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, “a doença renal crônica muitas vezes evolui sem causar sintomas no começo, e esse é um dos maiores desafios. Quando o paciente sente algo, em alguns casos a função renal já está comprometida. Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença”.

O rastreio inicial da DRC inclui exames simples e acessíveis, como a dosagem de creatinina no sangue e o exame de urina, que ajudam a avaliar a função renal e detectar alterações importantes. Pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, histórico familiar de doença renal, idosos, tabagistas e portadores de doenças cardiovasculares devem estar especialmente atentas e realizar esses exames regularmente.

Além disso, sinais como espuma persistente na urina, sangue, inchaço nos membros inferiores, pressão arterial difícil de controlar e cansaço excessivo podem indicar a necessidade de avaliação médica, mesmo na ausência de sintomas intensos. “Muita gente cuida do coração, da glicose, do colesterol e esquece que os rins estão no centro desse equilíbrio”, alerta o especialista.

A campanha também aborda a importância de um cuidado sustentável, que inclui prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento multiprofissional para evitar a progressão da doença e preservar a qualidade de vida. Em casos mais avançados, o tratamento exige integração entre equipes assistenciais e condutas personalizadas, como hemodiálise ou diálise peritoneal.

No dia a dia, hábitos como o consumo excessivo de sal e ultraprocessados, hidratação inadequada e automedicação, especialmente com anti-inflamatórios, podem prejudicar a saúde renal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a ingestão de sódio não ultrapasse dois gramas por dia, e que o consumo de proteínas seja ajustado conforme a condição renal do paciente.

Por fim, Dr. Américo reforça: “prevenção e diagnóstico precoce continuam sendo o melhor caminho. Em muitos casos, um exame simples, feito na hora certa, pode mudar completamente a trajetória do paciente”. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz destaca a importância da conscientização e do cuidado contínuo para a saúde renal, com foco em atendimento qualificado e centrado no paciente.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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