Conflito de gerações no trabalho exige mudança de mindset entre Gen Z e 50+
Adaptação e aprendizado contínuo são essenciais para integrar jovens e profissionais experientes
O mercado de trabalho atual está marcado por um “conflito de gerações” entre a Geração Z e os profissionais com mais de 50 anos, que traz desafios e oportunidades para as empresas. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, a Geração Z, nascida entre 1990 e 2010, deve representar cerca de 58% da força de trabalho global até 2030. Por outro lado, uma pesquisa da Maturi em parceria com a EY revela que 9 em cada 10 profissionais com mais de 50 anos estão em busca de recolocação ou mudança de carreira.
Essa dinâmica gera um ambiente corporativo mais dinâmico, mas também exige uma mudança estrutural no mindset das organizações. Segundo Conrado Schlochauer, especialista em aprendizagem contínua, “a empregabilidade hoje está diretamente ligada à disposição de aprender, reaprender e se adaptar ao longo da vida profissional. Em um cenário de transformações constantes, manter uma postura ativa de aprendizado amplia as chances de permanência e importância no setor, independentemente da fase da carreira”.
Na prática, essa convivência entre gerações distintas traz desafios específicos. Profissionais mais experientes precisam se atualizar constantemente e lidar com novas tecnologias, enquanto a Geração Z busca comprovar sua experiência prática e conquistar credibilidade. As empresas, por sua vez, enfrentam o desafio de integrar esses perfis, equilibrando a velocidade e inovação dos jovens com o conhecimento consolidado dos mais sêniores.
Conrado destaca quatro pontos principais de conflito entre essas gerações e como o lifelong learning pode ajudar a superá-los:
1. Velocidade x profundidade: A Geração Z prioriza agilidade e experimentação, enquanto os 50+ valorizam a análise aprofundada e decisões baseadas em experiência. O aprendizado contínuo cria “pontos de intersecção” para alinhar esses ritmos.
2. Domínio tecnológico x repertório prático: A familiaridade dos jovens com tecnologia contrasta com o conhecimento técnico dos mais velhos, gerando tensões que podem ser gerenciadas pelo aprendizado mútuo.
3. Expectativas de carreira e propósito: Os jovens buscam crescimento rápido e propósito, enquanto os mais experientes valorizam estabilidade e reconhecimento. O lifelong learning ajuda a alinhar essas expectativas.
4. Modelos de liderança e autoridade: A Geração Z prefere lideranças horizontais, enquanto os 50+ estão acostumados a hierarquias tradicionais. O aprendizado contínuo redefine autoridade pela capacidade de colaborar e ensinar.
Diante desse cenário, Schlochauer ressalta que as organizações precisam repensar seus processos e formas de atuação para que as demandas evoluam de maneira que funcione para todas as gerações. “Antes de colocar um processo em prática, é preciso se questionar se ele ainda faz sentido e como adequá-lo para alcançar um consenso”, afirma.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



