Avanço da obesidade no Brasil preocupa especialistas para os próximos anos
Estudo revela crescimento de 118% na obesidade e alerta para mudanças necessárias na saúde pública
O avanço da obesidade no Brasil tem chamado a atenção de especialistas para os desafios que o país enfrentará nos próximos anos. Segundo dados da pesquisa Vigitel 2025, divulgada pelo Ministério da Saúde, o número de adultos com obesidade cresceu 118% entre 2006 e 2024. Esse aumento acompanha também o crescimento de outras doenças crônicas, como diabetes (+135%), sobrepeso (+47%) e hipertensão (+31%).
Além dos números preocupantes, o estudo revela mudanças no comportamento cotidiano da população. A prática de atividade física de deslocamento, como caminhar ou pedalar para o trabalho, caiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, indicando que o sedentarismo se tornou parte da rotina urbana, marcada por longos períodos sentados e menor gasto energético diário.
O Dia Mundial da Obesidade, celebrado em março, reforça a importância da conscientização sobre os impactos da doença e a urgência de estratégias de prevenção e cuidado contínuo.
Para o médico Dr. Edson Ramuth, fundador do Emagrecentro, a obesidade é uma doença crônica que se desenvolve de forma silenciosa ao longo do tempo. “Ela resulta de um acúmulo silencioso de fatores ao longo do tempo: menos movimento no dia a dia, alimentação cada vez mais prática e calórica, privação de sono, estresse persistente e ausência de acompanhamento contínuo”, explica. O especialista também destaca a influência da predisposição genética, que pode exigir estratégias individualizadas e acompanhamento de longo prazo.
Os impactos do ganho de peso crônico vão além da balança, afetando a saúde metabólica e aumentando o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, inflamação sistêmica e sobrecarga em articulações.
A nutricionista Fernanda Lopes, da Six Clínic, ressalta que tratar a obesidade como um problema pontual é um erro comum. “Muitas pessoas alternam períodos de restrição intensa com fases de descontrole alimentar, o que aumenta o risco de efeito sanfona e compromete a saúde metabólica. Uma estratégia sustentável precisa caber na rotina real e considerar não apenas calorias, mas qualidade da alimentação, sono, estresse e acompanhamento profissional”, afirma.
A educadora física Flávia Cristófaro, fundadora do Elah App, destaca que a dificuldade de manter hábitos ativos está ligada à incompatibilidade entre a rotina moderna e a prática regular de exercícios. “As pessoas sabem que precisam se movimentar, mas vivem em uma lógica que não favorece isso. Jornadas extensas, deslocamentos longos e cansaço constante fazem com que o exercício seja percebido como algo distante da realidade”, explica. Ela reforça que a constância, mesmo em volumes menores, é mais importante do que a intensidade, pois movimentos repetidos ao longo do tempo geram mais impacto do que esforços pontuais.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



