Por que mulheres ainda são minoria entre CEOs nas grandes empresas brasileiras

Dados revelam que o desafio está nos critérios de avaliação e ambiente organizacional

No Brasil, as mulheres já representam cerca de 38% dos cargos de liderança, mas continuam sendo minoria nas posições mais altas, ocupando apenas cerca de 17% dos cargos de CEO nas grandes empresas, conforme dados do IBGC. Essa disparidade motivou um estudo da Hogan Assessments, referência global em avaliação de personalidade e liderança, que analisou milhões de avaliações para entender os motivos dessa diferença persistente.

Os resultados mostram que homens e mulheres em cargos executivos têm perfis muito semelhantes nos traços que predizem liderança eficaz. “Quando analisamos décadas de dados sobre personalidade e performance, não encontramos diferenças relevantes entre homens e mulheres nos fatores que realmente predizem sucesso em liderança”, afirma Allison Howell, CEO da Hogan Assessments. Isso indica que a questão não está na capacidade, mas no caminho que leva ao topo.

A análise aponta três fatores principais que explicam esse cenário: os critérios usados para identificar potencial de liderança, o ambiente organizacional e as decisões de promoção ao longo da carreira. Os critérios atuais tendem a valorizar traços mais visíveis, como autoconfiança e autopromoção, enquanto características igualmente importantes, como julgamento equilibrado e capacidade de aprendizado, recebem menos atenção. No Brasil, onde o networking informal e as relações interpessoais têm grande peso, avaliações subjetivas influenciam quem recebe visibilidade e oportunidades estratégicas.

Outro ponto importante é o mito da “falta de ambição” feminina. Dados da Hogan mostram que a motivação para crescer está presente nas mulheres, mas é fortemente impactada pelo ambiente organizacional. “As mulheres não são menos ambiciosas”, explica Howell. “Recuar, em muitos casos, é uma decisão estratégica — não falta de aspiração.” Pesquisas da McKinsey & Company reforçam que mulheres mantêm interesse em promoções, mas enfrentam maior desgaste emocional e reconhecimento desproporcional.

A desigualdade começa antes mesmo de cargos executivos, nos processos de contratação, promoções intermediárias e patrocínios, onde julgamentos subjetivos podem se sobrepor a critérios objetivos. “Grande parte da desigualdade observada nos cargos mais altos começa a se formar muito antes de os títulos executivos entrarem em cena”, observa Howell.

No Dia Internacional da Mulher, a reflexão proposta pela Hogan é sobre a necessidade de revisar critérios ultrapassados e incentivar as mulheres a reconhecer e usar suas fortalezas de forma intencional. “Liderar não significa se encaixar em um único modelo. Significa manter-se visível, engajada e autêntica, conduzindo de forma alinhada com quem você é — mesmo que o reconhecimento leve mais tempo do que deveria.”

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

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EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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