Licença parental igualitária na Finlândia fortalece carreira das mulheres
País nórdico adota políticas que promovem equilíbrio entre vida pessoal e profissional
Com a aproximação do Dia Internacional da Mulher, a discussão sobre a dupla jornada de trabalho e a carga mental das mulheres ganha destaque. No Brasil, 52% dos lares são chefiados por mulheres que, além do trabalho formal, acumulam as responsabilidades domésticas e o cuidado dos filhos, o que impacta seu crescimento profissional e tempo de descanso. Em contrapartida, a Finlândia apresenta um modelo que valoriza o equilíbrio entre vida pessoal e carreira como um pilar social, não apenas um benefício.
O país nórdico, reconhecido mundialmente pela igualdade de gênero, foi pioneiro em conceder direitos políticos às mulheres em 1906. Atualmente, 49% dos trabalhadores são mulheres, que ocupam 47% das cadeiras no Parlamento e representam mais da metade dos diplomatas do Serviço Exterior finlandês. Essa cultura igualitária também se reflete nas relações de trabalho, que são mais participativas e colaborativas.
Um dos principais pilares dessa estrutura é a licença parental igualitária. Desde 2022, cada responsável tem direito a 160 dias úteis de afastamento remunerado, totalizando cerca de 13 meses para que ambos os pais possam estar presentes no início da vida da criança. Parte desse período pode ser transferida entre os responsáveis, e o benefício se aplica também a pais solos e casos de adoção. O afastamento deve ser utilizado até a criança completar dois anos, com organização acordada com o empregador.
Laura Lindemann, diretora sênior e head na Work in Finland da Business Finland, destaca que “a Finlândia acredita que o equilíbrio entre vida pessoal e profissional não é um benefício, mas um direito. Nossas políticas de parentalidade refletem esse compromisso com as famílias e com uma sociedade mais igualitária.”
O casal brasileiro Cintia Cruz, comunicadora social e mestre em Nutrição e Comportamento, e Kleber Carrilho, pesquisador na Universidade de Helsinki, compartilha sua experiência com o modelo finlandês. Kleber afirma que “a divisão das responsabilidades é muito incentivada. Isso me fez repensar o papel de pai, que aqui é muito mais ativo desde o início.” Cintia ressalta a flexibilidade e compreensão do país em relação à maternidade e carreira: “Sei que posso continuar desenvolvendo meus projetos sem a sensação de precisar escolher entre o trabalho e meu filho.”
Apesar dos desafios de criar um filho longe da rede de apoio familiar, o casal destaca o aprendizado coletivo e o fortalecimento do apoio mútuo. Para Laura Lindemann, o avanço da igualdade de gênero na Finlândia resulta de políticas consistentes e visão de longo prazo. “Quando igualdade, previsibilidade e bem-estar deixam de ser exceção e passam a ser regra, criamos bases sólidas para o desenvolvimento sustentável das pessoas, das empresas e do país.”
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Business Finland.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



