Hipertensão cresce entre mulheres e alerta para sono e gravidez
Pressão alta aumenta e destaca importância do sono e cuidados cardíacos na gestação
A hipertensão arterial tem crescido entre as mulheres, acendendo um alerta importante para a qualidade do sono e os cuidados durante a gravidez. Segundo dados do Vigitel 2025, o número de mulheres com diagnóstico de pressão alta aumentou de 28,7% em 2019 para 31,7% em 2024. Além disso, o levantamento revela que as mulheres têm enfrentado mais dificuldades para dormir do que os homens.
A frequência de sono curto, definida como menos de seis horas por noite, atinge 21,3% das mulheres com 18 anos ou mais, contra 18,9% dos homens na mesma faixa etária. Quando o assunto é insônia, a diferença é ainda maior: 36,2% das mulheres relatam o problema, enquanto 26,2% dos homens enfrentam essa dificuldade.
De acordo com a Dra. Erika Campana, presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, “o sono de má qualidade está diretamente associado ao aumento da pressão arterial. Quando a mulher dorme pouco ou mal, o organismo permanece em estado de alerta, o que pode favorecer a elevação da pressão ao longo do tempo”. Ela reforça que cuidar do sono deve ser parte da rotina preventiva, especialmente para quem tem histórico de doenças cardíacas.
O aumento dos diagnósticos de hipertensão no Brasil também é notável. Entre adultos com 18 anos ou mais, a frequência passou de 22,6% em 2006 para 29,7% em 2024. Entre as mulheres, o crescimento entre 2019 e 2024 foi de 28,7% para 31,7%.
Durante a gestação, a atenção deve ser redobrada, pois o coração da mulher trabalha mais para suprir as necessidades do bebê. A Dra. Erika alerta que “a gravidez provoca adaptações naturais no sistema cardiovascular, mas em alguns casos, gestantes desenvolvem condições como pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional ou a cardiomiopatia periparto, que é uma forma rara, mas grave, de insuficiência cardíaca que pode surgir no final da gestação ou logo após o parto”.
Ela destaca que os cuidados precisam continuar no pós-parto, período em que o coração ainda leva semanas para voltar ao normal. Além disso, o estresse, o cansaço e as mudanças hormonais do puerpério podem sobrecarregar o sistema cardiovascular, especialmente em mulheres com predisposição a problemas cardíacos.
A boa notícia é que a prevenção é possível por meio da informação e do acompanhamento médico. A especialista recomenda manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física com orientação profissional, evitar o tabagismo, controlar o estresse e realizar consultas regulares para proteger o coração em todas as fases da vida da mulher.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



