Guia prático para empresas sobre risco do calor excessivo no trabalho

Instituto Ar e Médicos pelo Clima lançam manual para proteger trabalhadores do calor intenso

Com o aumento das temperaturas e o Brasil registrando recordes históricos, o Instituto Ar e o Movimento Médicos pelo Clima lançaram um guia inédito para que empresas possam tratar o calor excessivo como um risco ocupacional. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 70% da força de trabalho mundial já está exposta a altas temperaturas, o que impacta diretamente a saúde e a produtividade dos trabalhadores.

O guia, desenvolvido por médicos do trabalho e especialistas, oferece orientações práticas para setores como agroindústria, construção civil, transporte e logística. A publicação reúne evidências científicas e referências normativas, apresentando medidas que podem ser aplicadas imediatamente para proteger os colaboradores. Evangelina Araújo, fundadora do Instituto Ar, destaca que “no Brasil estamos atrasados: as empresas ainda não incorporaram que o aumento regular da temperatura já exige medidas de proteção, não só ondas de calor”.

A exposição ao calor intenso não provoca apenas afastamentos médicos, mas também redução da produtividade, já que os trabalhadores precisam interromper tarefas com mais frequência e fazer pausas para hidratação e recuperação. O médico do trabalho João Silvestre da Silva-Junior, um dos autores do guia, explica que “a legislação brasileira obriga toda empresa a manter um Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO)”, que deve ser desenhado por um médico do trabalho para monitorar e proteger a saúde dos colaboradores.

O guia recomenda integrar o tema do calor ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e ao PCMSO, utilizando indicadores como o IBUTG, que mede o estresse térmico combinando temperatura, umidade e radiação. Entre as medidas práticas estão a reorganização das jornadas para evitar horários mais quentes, rodízio de trabalhadores, pausas programadas em locais frescos, acesso permanente à água potável e melhorias na ventilação e sombreamento dos ambientes.

A pneumologista Danielle Bedin, embaixadora do Movimento Médicos pelo Clima, alerta que “quem vai sofrer mais são os trabalhadores em áreas externas ou em ambientes internos muito quentes e pouco ventilados, além daqueles que têm comorbidades e estão entre os grupos mais vulneráveis, como idosos e gestantes”. Ela destaca que os primeiros sinais de sobrecarga térmica podem ser discretos, como mal-estar e boca seca, mas podem evoluir para sintomas graves se não houver cuidado.

O guia “Mudança do clima: calor e saúde do trabalhador” está disponível gratuitamente para download e serve como um recurso valioso para áreas de RH, Medicina do Trabalho e gestores que buscam proteger seus colaboradores, reduzir o absenteísmo e evitar passivos trabalhistas. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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