Empreendedorismo feminino cresce e gera milhões em receita no Brasil

Mulheres lideram negócios e ampliam participação econômica com modelos inovadores

O empreendedorismo feminino avança de forma significativa no Brasil, movimentando milhões em receita e ampliando a geração de renda. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base na PNAD Contínua do IBGE, mais de 10 milhões de mulheres estão à frente de negócios no país, o que representa cerca de 34% do total de empreendedores brasileiros. Esse número coloca o Brasil entre os países da América Latina com maior taxa de empreendedorismo feminino, conforme o Global Entrepreneurship Monitor (GEM).

Apesar dos desafios, como as barreiras no acesso a crédito e capital produtivo apontadas pelo Banco Mundial, as mulheres têm ampliado a formalização dos seus negócios, especialmente nos setores de comércio e serviços, que concentram grande parte das micro e pequenas empresas do país.

Um exemplo de sucesso é a Veri, marca de semijoias fundada por Veridiana Quirino há 18 anos. A empresa cresceu de uma operação local para uma estrutura nacional que combina produção própria, franquias e venda direta. Em 2025, a Veri faturou R$ 50 milhões, contando com uma rede de mais de 3 mil consultoras independentes e unidades franqueadas em diversas regiões do Brasil. Segundo Veridiana, “desde o início, estruturamos a Veri para ser um negócio escalável e, ao mesmo tempo, acessível. Nosso foco é oferecer produto com design e qualidade, mas também criar uma cadeia de geração de renda para mulheres que querem empreender com risco calculado e suporte estruturado”.

A empresa alia processos artesanais e tecnologia para garantir eficiência operacional e padronização, mantendo 100% da cadeia produtiva verticalizada. Essa estratégia contribui para o controle de margem e competitividade, mesmo diante da pressão de importações e variações cambiais.

Além do impacto econômico direto, estudos do Sebrae indicam que os negócios liderados por mulheres tendem a reinvestir a renda na família e na comunidade, ampliando o efeito multiplicador local. O GEM também destaca o crescimento da motivação por oportunidade entre as empreendedoras brasileiras, demonstrando o amadurecimento do ecossistema.

No contexto do Dia da Mulher, esses dados evidenciam uma transformação estrutural: o empreendedorismo feminino deixou de ser uma alternativa informal para se tornar um componente relevante do Produto Interno Bruto (PIB), da geração de empregos e da interiorização do desenvolvimento econômico. Como ressalta Veridiana Quirino, “quando uma mulher estrutura um negócio sustentável, ela amplia sua autonomia financeira e contribui diretamente para a economia real. O empreendedorismo feminino precisa ser analisado não apenas sob a ótica social, mas como estratégia econômica de longo prazo”.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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