Saúde mental da mulher: estratégias para lidar com a sobrecarga diária

Entenda os desafios emocionais e como cuidar do bem-estar no Dia da Mulher

No Dia da Mulher, é fundamental refletir sobre a saúde mental feminina e os desafios que acompanham a rotina diária. Segundo dados do IBGE, as mulheres dedicam 9,6 horas a mais por semana do que os homens a cuidados com pessoas e tarefas domésticas, o que contribui para uma sobrecarga emocional significativa. Essa multiplicidade de papéis gera o que a psicóloga Giorgia Ocinschi, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, chama de “tensão interna”.

A mulher contemporânea vive um paradoxo: ao mesmo tempo em que conquista espaços profissionais e sociais, enfrenta pressões intensas para conciliar carreira, vida pessoal, casa e expectativas estéticas. “As mulheres hoje ocupam diferentes espaços sociais, profissionais e afetivos, e isso representa avanços muito importantes. Porém, também traz muitos desafios subjetivos e emocionais os quais não lidamos no passado com a intensidade que temos na atualidade”, explica Giorgia.

Além da sobrecarga física, a hiperconectividade intensifica a sensação de competição e comparação constante, afetando a percepção de sucesso e beleza. A psicóloga alerta: “Se comparar com alguém de fora é uma coisa que adoece, porque a vida do outro não é igual à nossa vida”.

Para cuidar da saúde mental, Giorgia sugere algumas práticas simples e eficazes. Primeiramente, anotar lembretes e tarefas em agendas, post-its ou aplicativos ajuda a aliviar a carga mental, tirando os compromissos da cabeça. Outra recomendação é delegar responsabilidades, eliminando o conceito de “ajuda” e estabelecendo uma divisão clara e justa das tarefas.

Aprender a dizer “não” também é fundamental para preservar a saúde emocional. “O e-mail enviado fora do horário pode, e deve, esperar”, destaca a especialista, reforçando a importância de impor limites no trabalho e nas relações pessoais.

A psicóloga ressalta ainda o papel da coletividade: “Quando se tem uma rede de apoio, especialmente com outras mulheres, conseguimos ter uma dimensão maior do que está de fato acontecendo. Com isso, podemos separar o que está sendo fruto de comparação daquilo que de fato é o que queremos.” Essas redes promovem acolhimento, troca de experiências e vínculos saudáveis, essenciais para validar os sentimentos vivenciados.

Por fim, Giorgia conclui que o maior desafio das mulheres no século XXI é reconhecer sua singularidade e valorizar o esforço diário: “Nós somos únicas e cada uma dentro das suas possibilidades está fazendo o melhor que pode”.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 58 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar