Programa Mãos e Fios une artesanato e saúde mental para mulheres no RS
Iniciativa do Memorial da Evolução Agrícola oferece oficinas gratuitas e gera renda
O programa Mãos e Fios, promovido pelo Memorial da Evolução Agrícola (MEA) em Horizontina, no Rio Grande do Sul, tem como objetivo unir saúde mental e complementação de renda para mulheres por meio do artesanato. Criado pela mediadora cultural Claudete Engler, o projeto valoriza práticas tradicionais femininas como crochê, tricô e bordado, transformando esses encontros em espaços de convivência, acolhimento e aprendizado.
Claudete explica que o programa nasceu da necessidade de contar a história das mulheres que, assim como suas avós, trabalham com as próprias mãos. “Tecer fios é uma atividade prazerosa, terapêutica e faz bem para a saúde”, destaca a artesã. Em 2025, o Mãos e Fios ampliou sua atuação com oficinas itinerantes em municípios da região, atendendo mulheres assistidas por CRAS, CREAS e CAPS.
Um dos projetos principais é o “Amigas do MEA”, que promove encontros semanais para a confecção voluntária de peças em lã destinadas a instituições sociais. Com 18 integrantes fixas, o grupo já doou mais de 160 peças no último ano. Claudete ressalta que esses encontros são momentos de escuta ativa, amizade e solidariedade, onde cada participante ganha confiança e fortalece vínculos.
Além disso, o programa realiza oficinas itinerantes em cidades como Nova Candelária, reunindo mulheres agricultoras e beneficiárias do Bolsa Família. Gabriella Copetti Sartor, secretária de Assistência Social local, afirma que o programa é “um momento de afeto, onde essas mulheres têm uma oportunidade de troca, aprendizagem e conexão”. As oficinas incluem também o artesanato indígena, com atividades conduzidas pela cacica Miguelina Romeu, que compartilha saberes ancestrais por meio do uso de miçangas.
O Mãos e Fios também capacita mulheres para atuarem como oficineiras e artesãs, promovendo geração de renda. Tatiane Kolling, oficineira do programa, conta que a oportunidade foi fundamental para recomeçar sua vida profissional.
Para 2026, o programa prevê 89 atividades distribuídas em três frentes: encontros semanais abertos para confecção voluntária, oficinas itinerantes em parceria com municípios e atividades formativas que estimulam criatividade e resgate de memórias. Todas as ações são gratuitas e abertas ao público.
O Memorial da Evolução Agrícola oferece ainda um ambiente amplo e acolhedor, com atividades culturais, educativas e de lazer, reforçando o compromisso com a diversidade cultural e o bem-estar da comunidade.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Memorial da Evolução Agrícola.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



