Pesquisa revela que 31% sofreram assédio e 38% não denunciaram no Brasil

Assédio moral e psicológico predominam; mulheres são maioria das vítimas, mostra levantamento KPMG

Uma pesquisa recente realizada pela KPMG revelou que 31% dos entrevistados no Brasil sofreram algum tipo de assédio nos últimos 12 meses, índice próximo ao registrado na edição anterior, que foi de 30%. O levantamento, intitulado “Mapa do Assédio 2025”, foi aplicado entre outubro e novembro de 2025 com 1.365 pessoas.

O estudo aponta que o assédio moral e psicológico lideram os casos, representando 44% das denúncias, seguido por assédio de gênero (15%), sexual (14%) e retaliação (11%). Apesar da prevalência desses episódios, 38% das vítimas optaram por não reportar o ocorrido.

Em relação ao perfil das vítimas, a pesquisa destaca que as mulheres são a maioria, representando 62% dos casos, enquanto homens correspondem a 36% e pessoas transgêneras femininas a 1%. Quanto à etnia, 75% dos entrevistados são brancos, 17% pardos e 5% pretos.

Sobre os canais de denúncia, apenas 11% dos que sofreram assédio utilizaram meios corporativos, 3% recorreram tanto ao canal da empresa quanto a órgãos públicos, e 2% denunciaram exclusivamente a órgãos públicos. Uma parcela significativa, 46%, preferiu não responder à pergunta sobre denúncia. Entre os que reportaram, 37% não receberam retorno ou respaldo.

A sócia de forense e de litigação da KPMG no Brasil, Carolina Paulino, comenta que “esse silêncio da vítima é um indicador relevante de insegurança ou descrença no sistema de proteção”. Ela destaca que a subnotificação dificulta a identificação de riscos e a implementação de respostas eficazes por parte das organizações.

Quando questionados sobre a segurança para denunciar, 58% afirmaram não se sentir seguros, enquanto 42% disseram que sim. Os principais motivos para não denunciar foram insegurança pela integridade física ou psicológica (25%), medo de exposição (22%), desconhecimento do canal de denúncia (19%), receio de retaliação (16%) e a crença de que o caso não deveria ser investigado (9%).

Quanto aos locais onde os assédios ocorreram, 19% foram em áreas abertas como ruas e praças, 16% em escritórios, 13% em ambientes familiares, 10% em transporte público e 8% em bares e restaurantes. O estado de São Paulo lidera o ranking com 57% dos casos, seguido pelo Rio de Janeiro (8%) e Distrito Federal (6%).

Em entrevista, Emerson Melo, sócio-líder da prática forense e de litigação da KPMG no Brasil, ressalta que “ambientes incapazes de responder adequadamente aos casos relatados expõem organizações a riscos trabalhistas, reputacionais, operacionais e legais, afetando a confiança de colaboradores, clientes, investidores e demais públicos de interesse”.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da KPMG.

Conceito visual principal: assédio, denúncia, insegurança, mulheres, trabalho, espaços públicos, subnotificação, medo, apoio, confiança.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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