Economia do cuidado e saúde mental: desafios para mulheres no Brasil

Sobrecarga doméstica impacta produtividade e exige políticas públicas equilibradas

No Mês das Mulheres, o debate sobre a economia do cuidado e sua relação com a saúde mental feminina ganha destaque. Dados do IBGE revelam que as mulheres brasileiras dedicam cerca de 21 horas semanais ao trabalho doméstico e ao cuidado de pessoas, quase o dobro do tempo dedicado pelos homens, que é de aproximadamente 11 horas. Essas atividades, que incluem cozinhar, limpar, organizar a casa e cuidar de filhos ou familiares, compõem a economia do cuidado — um conjunto de tarefas essenciais para o funcionamento da sociedade, mas que ainda permanecem invisíveis nas estatísticas econômicas.

A psicóloga e pesquisadora Karen Scavacini, fundadora do Instituto Vita Alere, explica que a sobrecarga dessas responsabilidades gera um cenário de esgotamento emocional para muitas mulheres. “O que vemos com frequência é uma sobreposição de papéis que não encontra espaço para descanso real. Muitas mulheres entram em períodos que deveriam representar pausa já exaustas, e o que poderia ser um momento de recuperação acaba se tornando mais um período de sobrecarga silenciosa”, afirma. Ela também destaca que os impactos vão além do cansaço físico, manifestando-se em ansiedade, irritabilidade, sensação constante de culpa e a percepção de nunca estar fazendo o suficiente.

A economista Deborah Bizarria reforça que a discussão sobre a economia do cuidado deve incluir políticas públicas que promovam uma divisão mais equilibrada das responsabilidades familiares. “Quando o cuidado é tratado como responsabilidade quase exclusiva das mulheres, isso cria desequilíbrios que afetam famílias, empresas e a própria economia. Políticas públicas, como a ampliação da licença-paternidade, são importantes justamente para começar a redistribuir esse trabalho de forma mais equilibrada”, comenta.

Para especialistas, abordar a saúde mental feminina, a produtividade e a participação das mulheres no mercado de trabalho exige reconhecer quem sustenta a base invisível da vida cotidiana. O trabalho de cuidado realizado dentro das casas é fundamental para o equilíbrio social e econômico, mas precisa ser valorizado e dividido de maneira justa.

O Instituto Vita Alere, fundado por Karen Scavacini, atua na promoção da saúde mental com foco em tecnologia, educação e cuidado emocional, desenvolvendo programas que incluem mapeamento de serviços e formação de profissionais. Já o Livres, organização civil parceira, contribui com curadoria de políticas públicas e qualificação de lideranças para fomentar debates relevantes sobre o tema.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa, destacando a importância de discutir a economia do cuidado e seus efeitos na saúde mental das mulheres brasileiras.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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