Violência contra a mulher e saúde mental: desafios no Dia Internacional da Mulher

Dados mostram aumento dos feminicídios e impacto profundo na saúde emocional feminina

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a reflexão sobre os avanços sociais se mistura a um cenário preocupante no Brasil. Apesar das conquistas em direitos, os números recentes apontam para uma crise alarmante: o aumento da violência contra a mulher, especialmente o feminicídio, e seus impactos profundos na saúde mental feminina.

Segundo o Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, compilado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (LESFEM/UEL), foram registrados 6.904 casos de feminicídio consumado e tentado, um crescimento de 34% em relação a 2024, quando houve 5.150 casos. Isso representa uma média de quase seis mulheres mortas por dia no país. Esses dados evidenciam apenas a parte mais grave da violência, pois milhares de mulheres enfrentam ciclos contínuos de abuso físico, psicológico, sexual e emocional.

Uma pesquisa da Universidade de Glasgow, publicada no periódico BMJ Mental Health, revelou que 30% das mulheres já sofreram algum tipo de violência por parte de parceiros, incluindo violência física, psicológica, perseguição (stalking) ou sexual. Além disso, aquelas que passaram por violência física apresentam taxas elevadas de depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e distúrbios do sono, efeitos que podem persistir por até 27 anos após o abuso.

A psiquiatra Daniele Admoni, especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e supervisora na residência de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM), destaca que “os efeitos da violência de gênero na saúde mental das mulheres são profundos e frequentemente subestimados”. Ela explica que o abuso contínuo pode desencadear transtornos graves que afetam o sono, a memória, a regulação emocional e as relações sociais.

Além do abuso físico, a violência psicológica também representa um grave problema. Um estudo do Centro Nacional Dinamarquês de Psicotraumatologia, publicado na revista Systematic Reviews, compilou 194 pesquisas que mostram que a violência psicológica está fortemente associada a depressão, TEPT e ansiedade. Ou seja, ela é um trauma por si só, e não apenas um indicador de violência física futura.

O feminicídio é o desfecho mais extremo desse ciclo de violência, mas a violência emocional e psicológica, muitas vezes invisível, compromete direitos fundamentais, como o direito à saúde mental. O Dia Internacional da Mulher, embora celebre conquistas sociais e políticas, revela que muitas mulheres ainda enfrentam barreiras para viver plenamente esses direitos.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa, ressaltando a urgência de políticas públicas eficazes para combater a violência de gênero e promover a saúde mental das mulheres.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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