Fissura de lábio e palato: causas e diagnóstico na gestação
Entenda os fatores que levam à fissura labiopalatina e a importância do acompanhamento precoce
A fissura de lábio e palato, conhecida anteriormente como lábio leporino, é uma malformação congênita que ocorre nas primeiras semanas da gestação, quando as estruturas faciais do bebê não se unem completamente. Essa condição pode afetar somente o lábio, o palato (céu da boca) ou ambos, apresentando variações em extensão e impacto funcional.
De acordo com a cirurgiã plástica e craniomaxilofacial Clarice Abreu, com mais de 20 anos de experiência, a fissura labiopalatina tem origem multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais. Segundo dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), além do histórico familiar, o uso de determinados medicamentos durante a gestação, deficiência de ácido fólico, tabagismo, consumo de álcool e doenças maternas como diabetes são fatores associados ao desenvolvimento da malformação.
O processo de formação do lábio superior e do palato ocorre entre a quarta e a décima semana de gestação, por meio da fusão de tecidos. Quando essa fusão é interrompida ou incompleta, surge a fissura, que pode ser unilateral ou bilateral, variando de pequenas aberturas até separações mais extensas. Essa condição interfere em funções básicas como alimentação, fala, audição e desenvolvimento dentário.
Segundo Clarice Abreu, “ainda existe uma tendência de buscar culpados, quando, na maioria das vezes, estamos diante de uma combinação de fatores que fogem ao controle dos pais. Informação correta ajuda a aliviar a culpa e direcionar o cuidado”. Por isso, o pré-natal adequado, com acompanhamento médico e orientação nutricional, é fundamental para reduzir riscos, embora não elimine completamente a possibilidade da fissura.
O diagnóstico pode ser realizado ainda durante a gestação por meio da ultrassonografia morfológica, o que permite que a família seja orientada sobre o plano de tratamento e tenha acesso a equipes especializadas antes do nascimento. A identificação precoce ajuda a diminuir o impacto emocional e organiza o cuidado desde o início.
O tratamento da fissura labiopalatina é progressivo e multidisciplinar, incluindo cirurgia, fonoaudiologia, odontologia, acompanhamento auditivo e suporte psicológico. A correção cirúrgica geralmente ocorre nos primeiros meses de vida, mas o acompanhamento se estende por anos, respeitando o desenvolvimento individual de cada paciente. Clarice reforça que a condição não deve ser vista apenas como estética, pois afeta funções essenciais e o tratamento adequado devolve qualidade de vida.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Conceito visual principal: fissura, gestação, ultrassom, cirurgia, cuidado.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



