Equidade de gênero em STEM avança lentamente, apesar do protagonismo feminino
Especialista destaca desafios e caminhos para ampliar a presença das mulheres na ciência e tecnologia
A equidade de gênero nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) ainda avança de forma lenta, mesmo com o protagonismo crescente das mulheres nesses setores. Segundo a especialista em gestão de pessoas Lorranny Sousa, CEO da Acelere Gestão de Pessoas, “as empresas precisam rever processos de recrutamento, desenvolvimento e promoção para garantir igualdade de oportunidades. Inclusão não é apenas contratar, mas criar ambientes onde essas profissionais possam crescer e liderar”.
Os desafios enfrentados pelas mulheres em STEM começam na formação acadêmica e se estendem ao mercado de trabalho. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) indicam que apenas 26% dos ingressantes em cursos de STEM são mulheres, enquanto 74% são homens. No mercado de tecnologia, o Observatório Softex aponta que somente 19,2% dos especialistas são mulheres. Esses números refletem barreiras estruturais, como a falta de referências femininas, vieses inconscientes em processos seletivos e menor presença em cargos de liderança.
Além disso, fatores culturais e sociais influenciam esse cenário. Lorranny explica que, desde a infância, meninos são incentivados a explorar e experimentar, enquanto meninas são direcionadas a atividades ligadas ao cuidado. Na vida profissional, a conciliação entre carreira e responsabilidades familiares, incluindo a maternidade e a sobrecarga da jornada dupla, também impacta a trajetória das mulheres.
A especialista ressalta que o debate sobre equidade em tecnologia deve considerar a diversidade de funções dentro das empresas. “Quando falamos em equidade em tecnologia, não estamos falando apenas de programadoras ou engenheiras. A inovação acontece em equipes multidisciplinares, que envolvem marketing, dados, produto, gestão e recursos humanos. Garantir diversidade nesses ambientes é fundamental para que mulheres com diferentes perspectivas façam parte das decisões.”
Apesar dos desafios, brasileiras têm protagonizado pesquisas com impacto internacional, como a neurocientista Tatiana Coelho Sampaio, que desenvolve novos tratamentos para paraplegia e tetraplegia, e a epidemiologista Cecília Turchi, que identificou a relação entre o vírus Zika e a microcefalia durante a epidemia no Brasil. No país, iniciativas como o Programa Meninas Digitais, o Programa Futuras Cientistas e os projetos Goianas na Ciência e Inovação incentivam a formação e o protagonismo feminino em STEM.
Lorranny conclui que “investir em equidade é investir no futuro. Quanto mais diversidade tivermos nas equipes, maior será nossa capacidade de inovar e gerar impacto positivo para a sociedade”. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Conceito visual principal: tecnologia, inovação, diversidade, ciência, equipe.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



