Mulheres são maioria entre gamers, mas minoria nos e-sports profissionais

Dia da Mulher destaca desafios e avanços femininos no cenário competitivo dos jogos digitais

No Dia Internacional da Mulher, um dado chama atenção para a realidade dos e-sports: 53,2% dos gamers brasileiros são mulheres, segundo a Pesquisa Game Brasil (PGB) 2025. Apesar de serem maioria no consumo e participação, elas ainda são minoria no cenário competitivo profissional, ocupando apenas 29% das posições globais. Além disso, representam 33% da audiência dos e-sports, conforme levantamento da Deloitte.

Esse contraste evidencia que o problema não está no interesse feminino pelos jogos, mas em barreiras estruturais que dificultam o avanço das mulheres nas competições profissionais. A gerente de times do Team Solid, Stormii, destaca que “o reconhecimento ainda é um dos principais desafios para as mulheres no cenário competitivo. Existe uma desconfiança recorrente sobre a qualidade do trabalho das jogadoras, o que acaba reforçando estereótipos.” Ela também aponta que as premiações menores em campeonatos femininos dificultam a sustentabilidade da carreira.

O crescimento feminino no universo gamer tem sido impulsionado principalmente pelo mobile, com jogos como Free Fire e Valorant registrando participação expressiva de mulheres tanto como jogadoras quanto como espectadoras. No Brasil, 49,9% das mulheres gamers acompanham campeonatos, o que mostra o engajamento crescente. Entretanto, no cenário profissional, poucas jogadoras encontram condições para se manter.

Apesar disso, o mercado apresenta sinais de movimento. O relatório “Female Esports 2025 Viewership & Industry Statistics” da Escharts aponta que o viewership dos e-sports femininos alcançou 20 milhões de horas totais em 2025, com picos de quase meio milhão de espectadores simultâneos. Iniciativas como o VCT Game Changers dobraram a participação feminina em jogos como Valorant e CS2. No Brasil, equipes como Santos, VivoKeyd e INTZ mantêm lineups femininas em títulos populares.

Além disso, a narração esportiva (casting) tem visto aumento na presença feminina, com projetos como o Revelah Casters, parceiro da Riot Games, que oferece oportunidades concretas para mulheres no setor. Mesmo assim, 82,1% dos gamers brasileiros conhecem os e-sports e 76,5% os consideram um esporte legítimo, reforçando a base para um mercado mais inclusivo.

Para Stormii, a transformação depende de mudanças estruturais: “As empresas têm um papel importante em apoiar projetos que ampliem a presença feminina e garantam condições equivalentes de estrutura e investimento. Inclusão passa por oferecer as mesmas oportunidades e avaliar profissionais pelo desempenho e competência, independentemente de gênero.” Organizações como Mulheres no E-sports ampliam redes de suporte, com mentorias, vagas de emprego e partidas organizadas.

O principal dado do 8 de março, segundo Stormii, é que as mulheres já são maioria no universo gamer. Agora, o desafio é criar condições para que possam permanecer, competir e liderar no cenário profissional. Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

Conceito visual principal: jogos, tecnologia, competição, inclusão, diversidade

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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