Dor feminina é descreditada no Brasil, revela estudo global Haleon
Pesquisa aponta que 74% das brasileiras sentem discriminação no tratamento da dor
A dor feminina ainda é frequentemente desconsiderada, especialmente no Brasil, onde 74% das mulheres relatam discriminação no tratamento da dor, segundo o Haleon Pain Index 5 (HPI 5). Este estudo global, que ouviu mais de 18 mil pessoas em 18 países, revela que as mulheres têm sua dor tratada de forma desigual, refletindo padrões estruturais que impactam diretamente a saúde e a qualidade de vida.
No mundo, 58% das mulheres afirmam que sua dor não é reconhecida, e 53% sentem estigma relacionado a essa experiência. O Brasil apresenta um dos maiores índices de discriminação, ao lado de países como Índia e Arábia Saudita. A dor menstrual, em especial, permanece um tabu social, o que dificulta o diálogo aberto até mesmo com profissionais de saúde. O estudo aponta que 39% das pessoas consideram a dor um tema a ser evitado, e 32% temem ser julgadas ao falar sobre ela.
Além do impacto emocional, a dor não reconhecida gera consequências práticas, como diagnósticos tardios e pior acolhimento, afetando o desempenho no trabalho e a rotina diária. A solidão associada à dor é expressiva: 34% das mulheres sentem-se isoladas, um dado mensurado pela escala UCLA, validada academicamente.
O HPI 5 também destaca que mulheres, pessoas negras e a comunidade LGBTQIA+ são os grupos mais afetados por atitudes discriminatórias no cuidado da dor. No ambiente de trabalho, 47% das mulheres relataram experiências de discriminação relacionadas à dor. Para enfrentar essa realidade, o estudo sugere três frentes prioritárias: ampliar o acesso ao cuidado (72%), combater o viés com empatia (68%) e fortalecer o letramento em saúde (57%).
A representatividade no atendimento é fundamental: mais da metade das mulheres se sentem mais compreendidas quando atendidas por profissionais do mesmo gênero, e 7 em cada 10 relatam maior segurança ao conversar com quem compartilha aspectos de sua identidade. O programa #ListenToPain da Haleon tem desenvolvido ferramentas para profissionais de saúde, visando um cuidado mais humano e inclusivo.
“A dor que não pode ser dita torna-se uma dor que não pode ser tratada”, destaca o estudo, reforçando a importância de ambientes acolhedores e informativos. Mariana Lucena, diretora de Assuntos Corporativos da Haleon na América Latina, ressalta que o Dia Internacional da Mulher é uma oportunidade para avançar na empatia, na informação acessível e na validação da experiência feminina.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Haleon.
Conceito visual principal: saúde, discriminação, dor, empatia, representatividade
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



