Sobrecarga feminina nas empresas: impacto financeiro e liderança em foco

Entenda como a desigualdade de gênero afeta a saúde mental e os custos corporativos

A sobrecarga feminina nas empresas é um desafio que ultrapassa o simbolismo do 8 de março e se configura como um risco estratégico para as organizações. Dados do IBGE revelam que mulheres dedicam em média 21,3 horas semanais a tarefas domésticas e cuidados não remunerados, quase o dobro do tempo dedicado pelos homens. Essa dupla jornada contribui para a maior incidência de afastamentos por transtornos mentais, como ansiedade e depressão, especialmente entre mulheres em idade economicamente ativa.

Segundo o Ministério da Previdência Social, os benefícios concedidos por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais ultrapassaram meio milhão em 2025, mantendo uma tendência de crescimento. A Organização Mundial da Saúde estima que essas condições geram perdas globais de produtividade equivalentes a US$ 1 trilhão por ano, evidenciando o impacto econômico da sobrecarga feminina.

Flávio Lettieri, especialista em saúde emocional corporativa, alerta que “o risco psicossocial nasce da organização do trabalho”. Ele destaca que muitas empresas ainda tratam a questão da desigualdade de gênero como pauta de diversidade ou campanha interna, sem integrar o tema à estratégia de gestão de riscos. Lettieri reforça: “Se o modelo de liderança não considera essas variáveis, o custo aparece depois em afastamentos, conflitos e judicialização.”

Além do impacto na saúde mental, o ambiente organizacional inseguro eleva o passivo jurídico das empresas. Dados do Conselho Nacional de Justiça indicam crescimento de ações trabalhistas por assédio moral e sexual, com recorrência de casos envolvendo mulheres. A advogada Bruna Ribeiro ressalta que “não basta reagir ao dano. A empresa precisa demonstrar que mapeia riscos, treina lideranças e cria barreiras institucionais de proteção.” A partir de 2026, a gestão de riscos psicossociais será formalmente exigida nas organizações.

Lettieri enfatiza o papel estratégico da liderança: “A liderança pode funcionar como filtro de proteção ou como amplificadora de risco.” Ambientes com metas desproporcionais, comunicação agressiva e tolerância a microagressões aumentam o desgaste emocional, impactando especialmente as mulheres. Para auxiliar as empresas, Lettieri desenvolveu uma ferramenta de inteligência artificial que identifica vulnerabilidades estruturais antes que se tornem crises.

O 8 de março, portanto, deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a revelar um desafio estrutural para as empresas. A sobrecarga feminina é um vetor de risco organizacional com consequências financeiras, jurídicas e reputacionais. Lettieri conclui: “Liderança responsável não é discurso, é método. Ignorar isso hoje é assumir um risco que amanhã pode se tornar custo concreto.”

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

Conceito visual principal: escritório, documentos, luz natural, ambiente corporativo, reunião.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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