Riscos psicossociais e saúde mental desafiam mulheres no trabalho

Sobrecarga, desigualdade salarial e assédio impactam a carreira e bem-estar feminino

No Dia Internacional da Mulher, destaca-se a importância de discutir os riscos psicossociais que ainda pesam sobre a carreira das mulheres no ambiente corporativo. Segundo o Dr. Marco Aurélio Bussacarini, especialista em Medicina Ocupacional pela USP e CEO da Aventus Saúde Ocupacional, fatores como sobrecarga, desigualdade remuneratória e assédio não atuam isoladamente, mas se acumulam, criando estados de tensão contínua que afetam a saúde mental, o engajamento e o desempenho das mulheres.

Apesar dos avanços na participação feminina no mercado formal, as mulheres continuam a concentrar grande parte das responsabilidades domésticas e de cuidado, o que amplia a carga mental diária. Essa sobrecarga, combinada com jornadas rígidas e metas elevadas, aumenta o risco de estresse crônico e exaustão emocional. “A exposição contínua a múltiplas demandas amplia a carga mental diária e aumenta o risco de exaustão emocional, estresse crônico e dificuldade de recuperação psíquica”, alerta o especialista.

Além da sobrecarga, a desigualdade salarial entre homens e mulheres em funções equivalentes é um fator relevante de desgaste psicológico. A remuneração desigual não representa apenas uma diferença financeira, mas também uma comunicação de reconhecimento profissional limitado, afetando a percepção de justiça dentro da organização. “Quando há discrepância salarial sem justificativa técnica, instala-se a percepção de injustiça organizacional, associada à redução do engajamento, do comprometimento institucional e ao aumento do sofrimento psíquico”, explica Bussacarini.

Outro risco psicossocial grave é o assédio moral e sexual, que compromete a segurança psicológica no trabalho. Situações recorrentes de constrangimento e humilhação geram medo, insegurança e instabilidade emocional, resultando em ansiedade, alterações do sono, queda de desempenho e aumento da rotatividade. Esse problema atinge mulheres de diferentes idades e níveis hierárquicos, refletindo falhas estruturais na cultura organizacional.

O receio de retaliação e a falta de canais eficazes para denúncia contribuem para o ciclo de silenciamento, prolongando o sofrimento psicológico. “Na ausência de canais independentes e mecanismos eficazes de proteção, o risco psicossocial tende a se perpetuar”, alerta o especialista.

Para enfrentar esses desafios, é necessária uma abordagem estruturada e contínua, com políticas formais de prevenção ao assédio, critérios objetivos para remuneração e promoção, formação de lideranças, canais confidenciais de denúncia e monitoramento do clima organizacional. “A construção de ambientes seguros não pode ser atribuída às vítimas. Trata-se de responsabilidade institucional e integra a agenda de saúde organizacional, sustentabilidade e governança das empresas”, conclui Bussacarini.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

Conceito visual principal: ambiente corporativo, mesa, organização, luz natural, workspace.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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