Inclusão feminina em TI é vantagem competitiva para inovação no setor

Evento TekDelas destaca desafios e soluções para ampliar presença das mulheres na tecnologia

A inclusão feminina no setor de tecnologia da informação (TI) é apontada como uma vantagem competitiva e um vetor essencial para a inovação. No Brasil, as mulheres representam apenas 19,2% dos especialistas em TI, segundo o estudo W-Tech 2025 do Observatório Softex, um número que contrasta com os mais de 51% da população feminina nacional. Essa disparidade foi o foco do evento TekDelas, promovido pela Softtek em São Paulo, que reuniu executivas para discutir soluções e estratégias para ampliar a presença das mulheres na área.

Um dos principais desafios destacados é a continuidade da carreira feminina em TI. Embora a entrada no mercado já seja baixa, a evasão ao longo da trajetória profissional é ainda maior, influenciada por barreiras culturais, ambientes corporativos dominados por homens e a dificuldade de conciliar a vida pessoal com as exigências da profissão. Nancy Abe, CIO da Dr. Consulta, ressalta que “o maior desafio é transitar em um universo majoritariamente masculino e conquistar espaço com confiança técnica e posicionamento estratégico”. Ela também chama atenção para o impacto da maternidade e da vida familiar, que “exigem uma gestão complexa, muitas vezes acompanhada de um sentimento de culpa”.

A pressão constante por atualização na área tecnológica, combinada com demandas domésticas, eleva a autocobrança e o esgotamento, segundo Adriana Gherth, Diretora de Controladoria da APSEN. Já Maria Jenidarchiche, PMO da MCIO, reforça que o preconceito estrutural cria uma “corrida de obstáculos” desigual para as mulheres, destacando a importância de fóruns como o TekDelas para fortalecer o suporte mútuo e a troca de estratégias.

Para Ana Dividino, Vice-Presidente de Negócios da Softtek Brasil e idealizadora do TekDelas, a transformação do setor depende de ações concretas que vão além do discurso. Ela afirma que “a presença feminina não cresce de forma orgânica” e que é necessário intervir na formação, no desenvolvimento de lideranças e na cultura organizacional. Programas de mentoria, trilhas de capacitação técnica e políticas de flexibilidade têm demonstrado impacto positivo na retenção e progressão das mulheres em TI.

Dividino destaca ainda que “falar de diversidade em TI é falar de sobrevivência mercadológica”, especialmente diante da escassez de talentos qualificados. Ignorar o potencial feminino, segundo ela, limita a capacidade de inovação e o crescimento sustentável das empresas.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Softtek, que atua globalmente implementando soluções digitais para impulsionar estratégias de negócios, promovendo a interseção entre pessoas, tecnologia e negócios.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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