Implante de silicone não é vitalício e exige acompanhamento médico contínuo
Entenda a importância do seguimento para a segurança após cirurgia mamária
O implante de silicone é uma das cirurgias estéticas mais realizadas no Brasil, mas é fundamental entender que ele não é vitalício por definição. Segundo o cirurgião plástico Dr. Pedro Westphalen, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, “a cirurgia não termina na alta médica. Ela inicia uma relação de longo prazo entre paciente, implante e médico. O acompanhamento faz parte do tratamento.”
Embora o procedimento seja considerado seguro quando bem indicado e executado, a segurança a longo prazo depende do seguimento periódico. Recentemente, o tema ganhou destaque devido ao BIA-ALCL (Breast Implant-Associated Anaplastic Large Cell Lymphoma), um tipo raro de linfoma que pode se desenvolver na cápsula ao redor do implante mamário. O médico ressalta que “o BIA-ALCL não é câncer de mama” e que, quando diagnosticado precocemente, apresenta altas taxas de cura.
Dados internacionais indicam que a incidência do BIA-ALCL varia aproximadamente entre 1 caso a cada 30 mil mulheres com implantes texturizados, dependendo do tipo de superfície e fabricante. O risco está mais associado a determinados modelos de próteses texturizadas do que aos implantes lisos. Dr. Pedro alerta que “o risco absoluto é considerado baixo. O problema é quando a paciente não realiza acompanhamento e um eventual sinal passa despercebido.”
Os sinais de alerta incluem aumento tardio do volume da mama, acúmulo de líquido ao redor do implante, dor ou assimetria súbita, geralmente anos após a cirurgia. Caso ocorram alterações mamárias, é essencial procurar o médico para que ele realize o protocolo ideal, que pode incluir exames de imagem como ultrassonografia ou ressonância magnética.
O especialista reforça que o silicone não tem prazo de validade fixo, mas também não é vitalício. Rupturas silenciosas, contraturas capsulares e inflamações podem surgir com o tempo. Por isso, o implante deve ser encarado como um dispositivo médico que exige vigilância constante. “A segurança depende de três pilares: indicação adequada, cirurgia bem executada e seguimento estruturado. A paciente que não retorna ao consultório perde a oportunidade de diagnóstico precoce.”
Para Dr. Pedro Westphalen, “informação de qualidade é o melhor antídoto contra o medo. Não defendemos pânico, defendemos protocolo. Colocar silicone é uma escolha legítima. Mantê-lo sob acompanhamento é um compromisso com a própria saúde.” A estética responsável começa no centro cirúrgico e continua no consultório, garantindo segurança e bem-estar às pacientes.
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Conceito visual principal: implante, silicone, acompanhamento, saúde, mamário
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



