Filtro não garante anonimato em ataques virtuais com crime de capacitismo

Advogada explica que uso de efeitos digitais não impede responsabilização por cyberbullying

Um recente caso de cyberbullying envolvendo capacitismo durante uma transmissão ao vivo chamou atenção para a falsa sensação de anonimato proporcionada por filtros digitais. Durante a live, a agressora utilizou efeitos no rosto para tentar esconder sua identidade, acreditando que isso a protegeria de eventual responsabilização. No entanto, conforme explica a advogada Dra. Lorrana Gomes, do LGomes Advogados, a própria transmissão forneceu elementos suficientes para que a identificação fosse possível.

“Crimes cometidos no ambiente virtual não deixam de ser crimes. A utilização de filtros ou recursos digitais não impede a responsabilização civil e criminal. Estamos trabalhando ativamente para identificar a autora e garantir que ela responda pelos atos praticados”, afirma a especialista.

O caso envolve ofensas discriminatórias direcionadas à condição da vítima, configurando crime de capacitismo, que, segundo a advogada, viola princípios constitucionais de dignidade da pessoa humana e pode ser enquadrado na legislação brasileira. “Quando a violência é direcionada contra pessoas autistas ou qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade, estamos diante de uma grave violação de direitos. A internet não é terra sem lei e o Judiciário tem reconhecido a necessidade de respostas firmes nesses casos”, ressalta Dra. Lorrana Gomes.

A tentativa de anonimato por meio de filtros é uma estratégia cada vez mais comum entre agressores digitais. Contudo, especialistas em direito digital destacam que o rastreamento técnico, a análise dos dados das plataformas e os elementos visuais captados na própria transmissão podem auxiliar na identificação dos responsáveis.

A equipe jurídica liderada pela Dra. Lorrana Gomes está concentrada na identificação formal da autora das ofensas. “A expectativa é que, uma vez confirmada a identidade, sejam tomadas as medidas criminais e cíveis cabíveis, incluindo possível indenização por danos morais”, explica.

Além disso, uma nota oficial de repúdio será divulgada nos próximos dias, detalhando as medidas jurídicas cabíveis e os encaminhamentos legais. A advogada reforça que “a crença de que o uso de efeitos digitais garante impunidade é um equívoco”.

Este caso reacende o debate sobre a violência digital e destaca a importância da denúncia e da responsabilização como instrumentos essenciais para o combate à discriminação online. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 86 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar