Espetáculo “Temporal” reflete sobre o tempo e a vida contemporânea no Rio

Peça com Giovanna Nader e Vino Fragoso estreia no Teatro Poeirinha em março

Em um cenário onde o imediatismo e a crise do clima e das emoções dominam o cotidiano, o espetáculo “Temporal” propõe uma reflexão urgente sobre o tempo. Estreando no Teatro Poeirinha, em Botafogo, no Rio de Janeiro, a peça fica em cartaz de 5 de março a 26 de abril de 2026, com sessões de quinta a sábado às 20h e domingos às 19h.

Dirigida por Marco André Nunes, com texto da dramaturga Carolina Lavigne e direção musical de Federico Puppi, “Temporal” é o primeiro projeto do encontro artístico entre Giovanna Nader e Vino Fragoso. A trama acompanha Hortência (Giovanna Nader), que retorna à cidade onde nasceu em busca de algo que ficou suspenso, e Hélio (Vino Fragoso), que permanece na mesma cidade, dono de uma rádio local e preso à rotina e ao controle.

A peça explora o confronto entre movimento e permanência, revelando modos distintos de existir. Esse embate ultrapassa o âmbito pessoal e se projeta sobre a cidade, que entra em estado de espera diante da iminência de um temporal. Passado, presente e futuro se sobrepõem em meio a notícias, tecnologias, ruídos e memórias, e os sistemas que sustentavam a ordem se deslocam.

“Nada permanece intacto: o casal, as horas, a cidade e os vínculos, tudo muda e tudo insiste em permanecer”, destaca o material da assessoria de imprensa. A busca por equilíbrio no tempo e em si mesmos é o fio condutor da narrativa, que se desenrola em uma experiência retrofuturista de imersão sensorial e afetiva.

O cenário, assinado por Vino Fragoso, é dominado pelo azul e mistura elementos clássicos e modernos, realçados pela iluminação de Renato Machado. No centro do palco, o tiquetaquear do Relógio do Juízo Final simboliza a proximidade da humanidade de um colapso global, marcando 85 segundos para a meia-noite, conforme o ajuste feito em janeiro de 2026.

Para o diretor Marco André Nunes, “o tempo é uma das maiores preocupações do nosso presente, talvez a maior. Falta tempo para a nossa vida, para a vida no nosso planeta ou para simplesmente viver.” A dramaturga Carolina Lavigne reforça que o teatro existe no presente absoluto do encontro, e em “Temporal” o tempo torna-se a própria temática da peça, atravessada por memórias e projeções.

Giovanna Nader acrescenta que o espetáculo convida, “através do lúdico, a uma reflexão sobre o tempo, talvez nossa maior riqueza em meio aos ritmos cada vez mais acelerados da vida contemporânea.”

A peça tem duração de 68 minutos, classificação indicativa de 14 anos, e ingressos disponíveis online. A montagem é uma realização da Cia do Agora, com apoio de diversas instituições culturais e sociais.

O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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