Como identificar sinais sutis de um relacionamento abusivo e proteger-se
Psicóloga do AmorSaúde orienta sobre comportamentos que não devem ser ignorados
Relacionamentos abusivos podem causar sérios danos físicos e emocionais às mulheres. Segundo a psicóloga Marynara Melo, do AmorSaúde, identificar os sinais precoces é fundamental para interromper o ciclo de violência. No Brasil, 3,7 milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025, e o país registrou 1450 feminicídios em 2024, dados que reforçam a importância do tema.
Marynara explica que os primeiros sinais são frequentemente sutis e confundidos com cuidado ou amor excessivo. Entre eles, destacam-se o controle disfarçado de preocupação, como querer saber onde a pessoa está o tempo todo e pedir acesso ao celular e redes sociais. Críticas constantes às roupas, amizades ou escolhas pessoais também são formas de violência e controle que não devem ser ignoradas.
O ciúme permanente é outro sinal que demonstra desejo de controle e pode evoluir para restrição da liberdade, perda do acesso a recursos financeiros e até agressões físicas. A desvalorização emocional, quando a mulher se sente culpada por tudo, anda “pisando em ovos” para evitar conflitos ou muda quem é para agradar o parceiro, é um alerta importante.
Além desses sinais mais evidentes, Marynara destaca outros comportamentos menos perceptíveis, como manipulação emocional, chantagem, gaslighting (fazer a mulher duvidar da própria percepção), desqualificação constante e silêncio punitivo. Ela reforça que sentimentos como medo, culpa, confusão emocional e baixa autoestima também indicam um relacionamento abusivo.
A psicóloga alerta que a violência pode se manifestar de várias formas: emocional, moral, sexual, patrimonial e financeira. Isso inclui controlar o dinheiro, impedir a mulher de trabalhar, forçar relações sexuais, ameaçar tirar filhos ou bens e restringir a liberdade. “Todas essas formas de violência são igualmente graves e fazem parte de um ciclo de poder e controle”, afirma.
Para sair de um relacionamento abusivo, Marynara orienta que o primeiro passo é levar os próprios sentimentos a sério. “Se algo machuca, constrange ou causa medo, não deve ser normalizado.” Buscar apoio psicológico, familiar ou de amigos é fundamental para fortalecer a autoestima e compreender que o abuso não é culpa da vítima. Serviços especializados e informações sobre medidas legais também são importantes.
O processo de superação varia para cada mulher, envolvendo o entendimento do ciclo da violência, o trabalho sobre medo, culpa e dependência emocional, além da construção de um plano seguro de saída. Evitar o isolamento e planejar a própria segurança, especialmente diante de sinais de escalada da violência, são essenciais. Construir uma rede de apoio e buscar ajuda por meio de canais de denúncia, como a delegacia da mulher, são passos recomendados.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do AmorSaúde, que atua na promoção da saúde e bem-estar das mulheres em todo o Brasil.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



