Reposição hormonal na menopausa: prevenção eficaz para saúde feminina
Entenda como a terapia hormonal reduz riscos cardíacos e protege ossos após os 40 anos
Novos estudos científicos estão transformando a forma como entendemos a menopausa e a Terapia de Reposição Hormonal (TRH). Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) no final de 2024 revelou que mulheres que começam a TRH logo no início do climatério podem reduzir em até 30% o risco de mortalidade por doenças cardiovasculares, em comparação às que não realizam o tratamento.
Além disso, a Sociedade Internacional de Menopausa (IMS) destaca que a perda de densidade óssea pode atingir 20% nos primeiros cinco anos após a última menstruação. Por isso, a reposição hormonal é considerada o tratamento padrão-ouro para prevenir a osteoporose.
O conceito da “janela de oportunidade” é fundamental para entender esses benefícios. Trata-se de um período crítico de dez anos após o início da menopausa, quando a reposição hormonal oferece máxima proteção para o coração, cérebro e ossos, com riscos mínimos.
A médica Dra. Camila Paes, da Clínica Casa Paes, explica que “a ciência atual é muito clara ao mostrar que o estrogênio não é um vilão, mas um protetor sistêmico. Quando a mulher para de produzir esse hormônio, ela perde um escudo natural contra infartos, diabetes e até contra a degradação cognitiva.” Ela reforça que a TRH vai muito além do alívio dos sintomas clássicos, como os fogachos, e atua na proteção da saúde a longo prazo.
Na prática, a TRH moderna utiliza hormônios e formas de administração mais seguras, como implantes, géis e adesivos transdérmicos. Esses métodos ajudam a melhorar o sono, prevenir doenças cardiovasculares e diabetes, preservar a massa muscular e manter a memória. Muitas mulheres relatam melhora significativa na clareza mental e disposição física, recuperando qualidade de vida e autonomia.
O momento ideal para buscar orientação médica é ao perceber os primeiros sinais da perimenopausa, como irregularidades no ciclo menstrual, insônia, aumento da gordura abdominal, oscilações de humor e ressecamento das mucosas. Segundo a Dra. Camila, “cada mulher tem uma assinatura hormonal única” e o tratamento deve ser personalizado para garantir que a menopausa seja um período de renovação e não de declínio.
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