Leitura infantil ajuda a prevenir riscos na segurança digital das crianças
Livro “O Cibernauta em A Super Senha Secreta” incentiva diálogo familiar sobre tecnologia
Com 82% das crianças brasileiras entre 6 e 8 anos já conectadas à internet, a preocupação com a exposição precoce e os riscos digitais cresce. Em 2024, a SaferNet identificou quase 49 mil páginas com indícios de abuso sexual infantil online, além do aumento de 43% nas tentativas de golpes contra jovens até 25 anos no início de 2025. Diante desse cenário, especialistas defendem a leitura guiada como uma ferramenta preventiva para educar as crianças sobre segurança digital.
O livro infantil “O Cibernauta em A Super Senha Secreta”, criado pelo especialista em Segurança da Informação Daniel Meirelles e pelo economista Eduardo Argollo, propõe iniciar em casa conversas sobre golpes, exposição e uso responsável da tecnologia antes que qualquer incidente aconteça. Segundo Meirelles, “segurança digital não começa com aplicativo de controle parental, começa com diálogo claro e repetido”. A obra é direcionada a crianças de 6 a 10 anos e utiliza histórias e personagens para ensinar comportamentos seguros, como não compartilhar senhas e reconhecer pedidos inadequados.
Eduardo Argollo destaca que “a criança passa a agir com mais consciência, não por medo, mas por entendimento”. Ele reforça que a educação digital deve explicar o porquê das regras, não apenas impor limites, promovendo autonomia responsável. Essa abordagem é importante porque muitas famílias só abordam o tema após um episódio concreto, adotando medidas restritivas que não ensinam a criança a agir sozinha diante da tela.
Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil mostram que a mediação dos pais é fundamental para reduzir vulnerabilidades, mas muitas vezes se limita a proibir ou bloquear o acesso, sem orientar sobre senhas, dados pessoais e golpes comuns em aplicativos e jogos. A leitura mediada, portanto, surge como uma alternativa lúdica e eficaz para transformar o celular em um tema de conversa, não em um tabu.
Além disso, o cenário de insegurança digital afeta também adultos. Segundo o DataSenado, 24% dos brasileiros acima de 16 anos foram vítimas de golpes digitais recentemente, e a Febraban registrou perdas de R$ 10,1 bilhões com fraudes eletrônicas em 2024. Isso reforça a importância de formar hábitos seguros desde a infância para proteger toda a família.
Para Meirelles e Argollo, a diferença entre proibir e educar é o que define o efeito preventivo. A leitura compartilhada funciona como um ensaio para que, ao enfrentar o primeiro risco digital, a criança tenha repertório para interromper a ação, pedir ajuda e evitar decisões impulsivas. Esse conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Conceito visual principal: livro, tecnologia, criança, leitura, segurança digital
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



