Endometriose e fertilidade: entenda a importância do diagnóstico precoce

Dor intensa não é normal e pode afetar a capacidade de engravidar

Março é o mês dedicado à conscientização sobre a endometriose, uma doença inflamatória crônica que afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva, segundo a Organização Mundial da Saúde. Apesar de sua prevalência, a endometriose ainda é subdiagnosticada e muitas vezes confundida com cólicas menstruais intensas, o que leva à normalização da dor. No entanto, essa condição pode impactar diretamente a fertilidade feminina.

A endometriose é caracterizada pelo crescimento do tecido semelhante ao endométrio fora do útero, atingindo ovários, trompas, intestino e outras estruturas da região pélvica. Isso pode causar dor intensa, alterações intestinais, desconforto durante a relação sexual e dificuldade para engravidar. O especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington, Dr. Maurício Chehin, explica que a relação entre endometriose e infertilidade é multifatorial. “A endometriose pode comprometer a fertilidade de diferentes formas. Ela pode alterar a anatomia das trompas, prejudicar a qualidade dos óvulos, gerar inflamação no ambiente pélvico e até impactar a receptividade do endométrio. Nem toda mulher com endometriose terá infertilidade, mas sabemos que entre 30% e 50% das pacientes com a doença podem enfrentar dificuldade para engravidar.”

Além das alterações físicas, o processo inflamatório crônico interfere no equilíbrio hormonal e na qualidade do ambiente uterino, reduzindo as chances de uma gestação espontânea, especialmente em casos moderados e graves. Por isso, o diagnóstico precoce é decisivo não apenas para o controle da dor, mas também para preservar o potencial reprodutivo. “Muitas mulheres passam anos ouvindo que a dor é normal. Não é. Dor incapacitante não faz parte de um ciclo menstrual saudável. Quanto antes identificamos a endometriose, maiores são as possibilidades de planejamento reprodutivo, seja por tentativa natural em momento oportuno, seja por meio de técnicas de reprodução assistida quando indicado”, reforça o médico.

O tratamento pode variar conforme o caso. Em alguns, procedimentos cirúrgicos são necessários para remover focos da doença. Em outros, o acompanhamento clínico aliado ao planejamento reprodutivo individualizado é o caminho mais indicado. Técnicas como a fertilização in vitro podem ajudar a contornar as barreiras anatômicas e inflamatórias causadas pela endometriose, ampliando as chances de gravidez.

Para o Dr. Maurício, o EndoMarço também é um convite à escuta e à informação de qualidade. “A endometriose não é apenas uma questão ginecológica, ela impacta qualidade de vida, saúde mental e projetos de maternidade. Informação, acolhimento e acesso ao diagnóstico são fundamentais para que essas mulheres não se sintam sozinhas e possam tomar decisões com segurança.”

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

Conceito visual principal: clínica, equipamentos, luz natural, ambiente, saúde

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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